Palavras-chave: peixe-leão, Porto Seguro, Bahia, espécies invasoras, ecossistema marinho, UFSB, pesca local.
Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, registrou a retirada de aproximadamente 500 peixes-leão do mar ao longo de um mês, em uma operação conduzida pela Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac). A ação visa reduzir a presença da espécie invasora, responsável por desequilíbrios ecológicos na região.
Os peixes-leão,Originários do Indo-Pacífico, foram identificados pela primeira vez na Bahia em 2025, em Maraú, no baixo sul do estado. A espécie se reproduz com frequência, produz muitos ovos por ciclo reprodutivo e pode comprometer a cadeia alimentar local, além de possuir espinhos venenosos na fase adulta que podem causar dor, náuseas e convulsões em contato.
Os exemplares capturados foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão contados, pesados e medidos. As pesquisas devem investigar alimentação, tamanho, genética, origem e comportamento da espécie, além de apoiar estudos sobre o possível beneficiamento do pescado e sua inserção em uma cadeia produtiva local.
Segundo a prefeitura de Porto Seguro, o incentivo à pesca continuará por mais um mês. Especialistas destacam que as espécies invasoras na Bahia vão além desta região: na Baía de Todos-os-Santos, pesquisadores do Programa Ecológico de Longa Duração dos Ecossistemas Marinhos da BTS identificaram 36 espécies exóticas invasoras. Ainda não é possível mensurar plenamente os impactos de algumas espécies já estabelecidas, restando apenas o controle, enquanto outras — como coral-sol, coral-mole, siri-bidu e peixe-leão — apresentam efeitos mais claros nos ecossistemas locais.
Resumo: Quatro espécies invasoras exóticas ameaçam a pesca artesanal na Bahia, principal subsistência de pescadores e marisqueiras. A entrada ocorre de forma acidental, principalmente por navios que trafegam pela região, com as espécies fixando-se nos cascos e também transportadas por plataformas de petróleo. A dispersão é favorecida por correntes marinhas, incluindo o peixe-leão. Fonte: G1.
Bahia — Quatro espécies invasoras exóticas colocam em risco a pesca artesanal, atividade que sustenta pescadores e marisqueiras na região do extremo sul do estado. A constatação foi apresentada por Tiago Porto, diretor de políticas e planejamento ambiental da Sema, que ressalta que a entrada ocorre principalmente de forma acidental.
Transporte por navios: a maior parte dessas espécies chegou à Bahia por meio de embarcações que trafegam pela região, trazendo consigo organismos que se prendem a superfícies.
Fixação nos cascos: elas viajam presas aos cascos dos navios, o que facilita a dispersão para novos ambientes e aumenta o risco para ecossistemas locais.
Plataformas de petróleo: algumas espécies também são transportadas em estruturas marítimas, como plataformas, ampliando as trajetórias de disseminação.
Correntes marinhas: a dispersão ocorre ainda por correntes oceânicas, conforme o caso do peixe-leão.
Fonte: G1.

