Resumo
Documentos da Polícia Federal indicam que Fábio Faria atuou como intermediário entre Daniel Vorcaro, ex?CEO do Banco Master, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, envolvendo repasses de contatos, gestão de agendas e cobranças de pagamentos ligados ao escritório da esposa de Moraes. Há referência a contrato entre o Banco Master e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Investigações citam ainda mensagens sobre encontros, recebimento de dados e cobranças sem nota.
Relatórios da Polícia Federal apontam que Fábio Faria atuou como intermediário entre Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito de relações políticas, comerciais e logísticas entre as partes. As informações, obtidas por meio de documentos periciais e mensagens apreendidas, indicam que a atuação de Faria envolveu desde o repasse de contatos sigilosos até a gestão de agendas e a cobrança de pagamentos para o escritório da esposa do magistrado.
Os registros da PF indicam que o ex-ministro foi o responsável por introduzir Vorcaro ao ministro, compartilhando linhas diretas de comunicação via WhatsApp.
Além disso, Faria organizava acessos físicos e encontros reservados; em diálogo, chegou a solicitar dados do veículo do banqueiro para autorizar a segurança a acompanhar na garagem.
Em um áudio enviado a Vorcaro, Faria relatou a satisfação do interlocutor com a conversa, sugerindo que havia “negócio bacana” a ser fechado ainda na terça-feira.
Outra passagem cita que Faria pediu o endereço residencial de Vorcaro para repassá-lo ao ministro, com menção de apagar os registros.
Em diálogos sobre almoços e jantares, Faria referia-se ao magistrado pelo emoji de um homem careca e mencionava encontros entre três casais.
A PF aponta ainda a participação de Faria nas tratativas do contrato de prestação de serviços advocatícios entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Ao acompanhar o andamento da parceria, Faria questionou Vorcaro sobre retorno a “Vivi” e discutiu, entre prazos de quatro anos ou três, a vigência do acordo.
As investigações indicam que, em caso de atraso de parcelas, Faria cobrava Vorcaro em nome do magistrado, com ordens para realizar repasses “sem nota” e “do jeito que for”, descrevendo o pagamento como o “pgto mais importante que temos”.
Fonte: Polícia Federal, com base em relatórios periciais e mensagens apreendidas.
Resumo
Documentos da PF apontam que o ex-ministro das Comunicações articulou a presença de chefias de órgãos de controle em eventos patrocinados pelo Banco Master, além de discutir convites a autoridades como o DPF Andrei Passos e o PGR Paulo Gonet. Registros de 2023-2024 indicam planejamento de encontros e ações de segurança em São Paulo e Londres.
Palavras?chave: PF, ex-ministro das Comunicações, Banco Master, Londres, São Paulo, Andrei Passos, Paulo Gonet.
Londres — Documentos da Polícia Federal apontam que o ex-ministro das Comunicações, Faria, articulou a presença de chefias de órgãos de controle em eventos patrocinados pelo Banco Master, e discutiu convites para o DPF Andrei Passos e o PGR Paulo Gonet, com o objetivo de envolver essas autoridades nas ações ligadas aos eventos. As informações remontam a 21 de dezembro de 2023.
Conforme mensagens encaminhadas por terceiros a Vorcaro, havia a ideia de convidar o DPF Andrei Passos, com a frase que “fechamos o PGR e o DPF“. A prática aparece associada à participação de chefias de órgãos de controle nos eventos patrocinados pelo Banco Master.
Em sequência, Faria instruiu o controlador do banco a acionar alguém chamado Marcio para contatar o Andrei, reforçando que o convite ao delegado-geral fosse feito de forma formal.
Antes mesmo do envio do número, em 21 de dezembro de 2023, Faria pediu a placa e o modelo de sua Range Rover Vogue para “autorizar a segurança a acompanhar na garagem”, viabilizando um encontro no endereço Tucumã 99, em São Paulo.
Após a reunião, Faria enviou áudio ao banqueiro relatando: “Gostei da conversa. Vou montar um negócio bacana demais e, já já na terça-feira, eu quero marcar.”
Em outros momentos, o ex-ministro intermediou agendas e convites privativos, registrando inclusive uma resposta de Moraes em março de 2024 afirmando que não poderia jantar naquele dia, mas haveria tempo “de tomar um whisky”.
Observação editorial: as informações aqui apresentadas são relatos de documentos oficiais e comunicações entre as partes. O PrimeiroJornal permanece atento a desdobramentos oficiais e buscará checagem adicional pelas autoridades competentes.
