Exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 3,190 bilhões em agosto, alta de 12,1% ante agosto de 2025, com recuo de 3,1% no volume. Vendas para a União Europeia cresceram 46,4%, para US$ 5,82 bilhões. Tarifa estadunidense influencia o comércio, com volatilidade observada e sinalizações sobre redirecionamento ainda incertas.
No mês em que entraram em vigor as novas tarifas dos EUA, as exportações brasileiras para aquele país somaram US$ 3,190 bilhões, alta de 12,1% em relação a agosto de 2025, quando haviam totalizado US$ 2,845 bilhões, segundo informações da balança comercial divulgadas pelo MDIC e pelo pesquisador Herlon Brandão. O aumento, segundo Brandão, está principalmente vinculado à valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses.
Apesar do ganho em valor, o volume exportado aos EUA recuou 3,1% em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chega a 13,6% em volume e 9,7% em valor, rompendo a casa dos US$ 24,105 bilhões no período.
Entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações em valor estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café.
As aeronaves e a carne bovina estão entre os itens que foram isentos das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
Efeito das tarifas
Apesar da alta de 8,6% no preço médio, as exportações brasileiras aos Estados Unidos recuaram 3,1% em volume em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda é de 13,6% em volume e 9,7% em valor, totalizando US$ 24,105 bilhões.
Importações e déficit
As importações brasileiras de produtos estadunidenses também diminuíram no acumulado do ano, totalizando US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6% ante o mesmo período de 2024. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os EUA chegou a US$ 3,211 bilhões no intercurso.
Somente em agosto, as compras brasileiras dos Estados Unidos cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, levando a um déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral. Brandão ressaltou que as oscilações são esperadas diante das múltiplas interferências que afetam o comércio entre os dois países.
“Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo, então, é esperado que tenham essas oscilações, por conta dessas interferências, não só pelos produtos diretamente afetados, quanto pelas incertezas que essas interferências geram nos agentes da economia”, avaliou Brandão.
Redirecionamento de mercados
Segundo o MDIC, pouco mais de 20% do comércio brasileiro com os Estados Unidos foi afetado pelas tarifas. Brandão reforçou que ainda é cedo para medir os efeitos de um possível redirecionamento de exportações para outros mercados, afirmando que é preciso tempo para avaliar esse movimento com segurança.
União Europeia
Enquanto as vendas para os EUA oscilaram sob o efeito das tarifas, as exportações brasileiras para a União Europeia registraram forte avanço em agosto, totalizando US$ 5,82 bilhões, o que representa um crescimento de 46,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil
Resumo: Brasil fecha agosto com superávit de US$ 7,39 bilhões na balança comercial, com volume embarcado em alta de 30,3%. Exportações destacam petróleo, cobre, soja, combustíveis, café, tabaco e carne bovina. Déficit com os EUA foi de US$ 824 milhões; acumulado janeiro-agosto chega a US$ 55,32 bilhões, alta de 28,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Palavras-chave: balança comercial, exportações, agosto, Brasil, Mercosul-UE.
Brasil registrou em agosto um superávit de US$ 7,39 bilhões na balança comercial, segundo dados oficiais. O volume embarcado no mês avançou cerca de 30,3%, impulsionado pela demanda internacional por commodities como petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina.
Entre os principais produtos exportados aos parceiros europeus estão petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina. Brandão, diretor responsável, aponta que o desempenho resulta de uma combinação de fatores de mercado e do efeito do acordo Mercosul-UE, que tem impulsionado a demanda por diversos itens.
“São produtos que o Brasil é muito competitivo e que tem uma demanda internacional crescente”, disse Brandão. “São vários fatores. Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando do acordo [Mercosul-UE] nesse período, mas também tem as condições de mercado e de oferta influenciando”, explicou.
Entre as condições citadas, o diretor mencionou o aumento da demanda por combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio e a maior procura por cobre associada ao aquecimento do setor de tecnologia.
Brandão ponderou, porém, que ainda faltam dados completos fornecidos pelos importadores europeus para dimensionar com precisão o efeito do acordo sobre as exportações brasileiras.
Balança comercial
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto. O déficit com os Estados Unidos ficou em US$ 824 milhões no mês. No acumulado de janeiro a agosto, o saldo atingiu US$ 55,32 bilhões, avanço de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

