Resumo Brasil amplia capacitação de profissionais para doação de órgãos. Entre 09/2025 e 08/2026, foram treinados 2.534 profissionais, superando a meta de 2.000. Iniciativa é fruto de parceria entre AMIB e o Ministério da Saúde, com foco em melhorar a comunicação com famílias e as etapas do processo de doação e transplantes.
Brasil, em iniciativa para ampliar a doação de órgãos, registra avanço na capacitação de profissionais. A AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes entre setembro de 2025 e agosto de 2026, superando em 25% a meta inicial de 2 mil participantes.
Segundo Cristiano Franke, presidente da AMIB, muitas famílias já manifestam vontade de doar, mas há falhas de acolhimento e comunicação dentro dos hospitais — públicas e privadas — que dificultam a efetivação das doações. “Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados“, disse Franke.
A iniciativa visa ampliar o número de profissionais aptos a conduzir todo o ciclo da doação, incluindo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.
Franke acrescentou que o alcance de mais de 2,5 mil profissionais capacitados demonstra o avanço na disseminação de conhecimento técnico entre a linha de frente, essencial para diagnósticos de morte encefálica com critérios rigorosos, bem como para o diálogo com as famílias.
Entre as dificuldades para os familiares aceitarem os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alterações na integridade do corpo, desconfiança sobre o processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos.
Resumo: AMIB avança na formação de equipes para Doação e Transplante (GPDT/CSC) em 25 estados.
São 933 médicos formados (473 em morte encefálica).
73 cursos em 23 módulos; oito treinamentos ainda previstos, com Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC) neste mês.
ABTO: 15.940 potenciais doadores em 2025; 4.335 doadores efetivos; 4.200 recusaram a doação (45% das entrevistas).
Fortaleza, CE — A AMIB (Associação Médica Brasileira de Transplante de Órgãos) divulgou balanço sobre a capacitação para Doação e Transplante (GPDT) e a Comunicação em Situações Críticas (CSC). Até agosto, foram realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos, com atividades em 25 estados do Brasil.
Entre os participantes, 933 médicos foram capacitados, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante do grupo — composto por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, além de um nutricionista e um pedagogo — teve instruções sobre o GPDT e o uso da CSC.
Até agosto, ainda estão previstos oito treinamentos, com datas e locais a confirmar. Neste mês, as capacitações ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC), reforçando o esforço de ampliar a atuação multidisciplinar na Doação de Órgãos.
TRANSPLANTES NO BRASIL
De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes, mantido pela ABTO, em 2025 foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, correspondendo a 45% das entrevistas realizadas.
A iniciativa de capacitação busca reduzir lacunas entre disponibilidade e prática de doação, fortalecendo equipes multidisciplinares e a comunicação com familiares em situações críticas, sem deixar de lado a ética e a transparência no processo.
