Resumo: Protests em Brasília contra o ministro Alexandre de Moraes ocorrem durante sessão do STF, com público proibido de acessar a Praça dos Três Poderes. O ato, organizado por Romeu Zema (Novo), reúne apoiadores que pedem abertura de investigação e exibem cartazes, incluindo uma bandeira com Moraes preso. Também há menções a um contrato de R$ 131 milhões envolvendo Banco Master e Viviane Barci de Moraes.
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Brasília – O acesso à Praça dos Três Poderes ficou indisponível ao público nesta terça-feira (15) em função da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto o tribunal analisava o caso, manifestantes que defendem a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes se reuniram no gramado em frente ao Congresso Nacional.
O ato, convocado pelo candidato à presidência Romeu Zema (Novo), recebeu apoio de apoiadores que levaram desenhos e uma bandeira gigante com a imagem de Moraes retratado como preso. A confecção também incluiu uma grande montagem de dinheiro de papelão e referências ao que os manifestantes chamam de escândalo envolvendo o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Outra placa trazia o slogan “Chega de intocáveis”, utilizado pelo ex-governador em sua pré-campanha. As faixas fizeram ainda menção ao contrato entre o Banco Master e a advogada, citado como de R$ 131 milhões, alvo das críticas no contexto do protesto.
Em seu pronunciamento, Zema afirmou que o julgamento no STF poderia marcar um dia histórico para o Brasil, dizendo: “Há mais de um ano eu tenho insistido nisso. Boa parte do nosso Supremo está apodrecida”.
O ato contou com a presença do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que compunha a chapa de Zema para a vice-presidência. Ele questionou a relação entre Moraes e o empresário, endereçando um apelo ao presidente do STF para que haja coragem e justiça. Girão afirmou: “Foi ele [Moraes] mesmo que disse que apagar a mensagem de WhatsApp, de celular, era obstrução de justiça. Agora ele fala em vingança. Ou seja, são dois pesos e duas medidas”.

