Resumo: PL atinge a maior bancada da história da Câmara com 121 cadeiras; União Brasil/Progressistas somam 81 e Novo, 10. Cenário aponta força conservadora/liberal no Congresso e desafio para Lula em eventual segundo turno. Na Bahia, PL aparece entre os mais votados com Diego Castro e Raissa Soares. Palavras-chave: Eleições 2026, Câmara dos Deputados, PL, Centrão.
Mesmo com alto índice de renovação no Congresso e a entrada de nomes da esquerda nas urnas neste domingo (4), o Brasil elegeu a Câmara dos Deputados com o PL registrando a maior bancada já na casa: 121 cadeiras. A composição aponta um peso maior de blocos conservadores/liberais, com a União Brasil/Progressistas somando 81 nomes e o Novo em 10, configurando um cenário politicamente desafiador para o presidente Lula em eventual segundo turno.
Entre os destaques da reorganização, as maiores quedas ficaram com a União Brasil/Progressistas (-19 cadeiras) e o PDT (-11). PSC e MDB recuaram 6 cadeiras cada. Em contrapartida, o Novo cresceu 7 vagas, o PL ganhou 22 cadeiras, o Podess ganhou 15 e a federação Brasil da Esperança aumentou em 8 assentos, refletindo uma guinada conservadora em várias frentes do espectro político.
Na Bahia, a bancada federal costuma ser um reflexo da tendência nacional. Nesta eleição, Diego Castro e Raissa Soares, do PL, aparecem entre os nomes mais votados no estado, reforçando a presença da sigla na Câmara e marcando, segundo analistas, um fortalecimento da linha conservadora no território baiano. A composição da AL-BA também acompanha esse movimento.
A coalizão entre Podemos e Novo com o PL sinaliza uma maior coesão entre forças de direita e centro-direita, ampliando a influência de agendas liberais no parlamento. No conjunto, foram apurados 301 deputados titulares neste domingo, correspondendo a 58,6% do total de parlamentares que já ocuparam vagas desde a eleição de 2022 ou por meio de suplentes que assumiram como titulares.
No âmbito populacional, a bancada de jovens com perfil conservador ganhou visibilidade: nomes como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) estiveram entre os federais com maior apoio, superando a marca de 3 milhões de votos cada um, segundo leitura de analistas. A avaliação de Yuri Sanches, chefe de análise política da Atlas/Intel, aponta essa expressiva votação como indicação de uma guinada de forças entre o eleitorado jovem.
O cenário político indica que o bloco conservador permanece consolidado, o que pode influenciar a relação entre o Executivo e o Legislativo já no início do mandato. Especialistas destacam a necessidade de accordos e coalizões mais intensas para viabilizar votações-chave e a agenda do governo federal diante de uma Câmara com maior oposição declarada.

