Resumo jornalístico: Brasil — a campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral para apurar um suposto esquema que distribui criptomoedas a usuários que compartilham conteúdos de apoio a Flávio Bolsonaro. O projeto B22 Token também é alvo de pedidos para retirada de publicações e bloqueio do site que divulga os ativos. A reportagem cita informações da Folha de S.Paulo, incluindo vídeo com crianças de Uganda e dados de alcance nas redes sociais.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a equipe de Lula sustenta que a prática pode configurar abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e compra de votos, acarretando sanções eleitorais que vão de multas à cassação da chapa, caso comprovadas.
O site do projeto afirma que parte dos recursos obtidos com a venda dos tokens seria destinada a iniciativas de apoio a crianças em Uganda. Uma das peças de divulgação mais vistas pertence ao perfil Hypers Kids Africa, que soma 12,9 milhões de seguidores no Instagram e apresenta vídeos em que crianças ugandesas vestem camisetas da criptomoeda e cantam uma música que convoca votos para . O vídeo atingiu mais de 1,2 milhão de visualizações.
Para a campanha de Lula, a distribuição de ativos em troca da divulgação de conteúdo político pode representar remuneração indireta por propaganda eleitoral, com potencial de violar normas de campanha e comunicação.
A campanha de Flávio Bolsonaro negou qualquer vínculo com o site e com a venda de criptomoedas. Em nota, afirmou que adotará medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para derrubar a página. Também informou que seus canais oficiais foram comunicados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que seguem a legislação. O site B22 sustenta que o projeto não possui vínculo oficial com políticos ou campanhas e que a distribuição de tokens independe de preferências eleitorais.

