Presidente venezuelano planeja ceder ativos estatais ao setor privado
Resumo: Venezuela avalia transferir ativos estatais não essenciais ao setor privado ou devolvê-los a antigos proprietários. O processo de avaliação está em estágio avançado, segundo a presidente interina Delcy Rodríguez, como parte de reformas para abrir a economia ao capital privado, inclusive estrangeiro, principalmente nos setores de petróleo e mineração. Palavras-chave: Venezuela, ativos estatais, setor privado, petróleo, mineração, abertura econômica.
Venezuela — Em pronunciamento televisivo nesta quinta-feira (29), a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o governo avalia transferir ativos estatais não essenciais ao setor privado ou devolvê-los aos antigos proprietários. Segundo a dirigente, o processo de análise dos bens está em estágio avançado. A líder, descrita como apoiada por Trump, determinou a avaliação para identificar quais ativos poderão ser disponibilizados à iniciativa privada ou restituídos aos antigos donos.
A iniciativa faz parte de uma série de mudanças na política econômica venezuelana, com medidas para ampliar a participação de empresas privadas em setores historicamente controlados pelo Estado, incluindo petróleo e mineração.
Em janeiro, o Legislativo aprovou a abertura do setor petrolífero à iniciativa privada, flexibilizando o controle estatal sobre uma das principais atividades econômicas do país. A medida representa uma mudança em relação ao modelo defendido pelo movimento político que governa a Venezuela há mais de duas décadas.
Em agosto, um acordo entre os governos venezuelano e norte-americano permitiu que empresas dos Estados Unidos passassem a operar em campos de petróleo venezuelanos. Nos meses anteriores, Rodríguez também promoveu reformas nos setores de petróleo e mineração, ampliando as possibilidades de participação do capital privado, especialmente estrangeiro, nessas atividades.
A oferta de ativos estatais, segundo o governo, representa a continuidade desse movimento de abertura econômica. No entanto, não foram detalhados quais bens poderão ser transferidos, quais empresas ou investidores poderão participar do processo, nem os prazos para a conclusão das avaliações.





