Bahia – Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, garantiram as duas vagas ao Senado Federal pela Bahia, conforme boletim oficial do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) com 94,28% das seções apuradas até as 21h02 deste domingo. Costa recebeu 4.041.989 votos (29,79% dos válidos) e Wagner 3.710.694 votos (27,35% dos válidos). Os mandatos começam em fevereiro de 2027 e vão até 2035; Wagner seguirá no Senado em seu segundo mandato.
Vinculados à chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, os candidatos “puro-sangue” do partido representam a continuidade de duas décadas de domínio petista no estado. Rui Costa, ex-governador, atuou como ministro da Casa Civil no terceiro mandato de Lula (2022-2026), enquanto Jaques Wagner retorna à Câmara Alta após vencer a disputa pela Bahia.
Costa chegou a liderar a estrutura da relação institucional na Bahia e posteriormente tornou-se deputado federal pela Bahia. Wagner, por sua vez, já ocupou posições de destaque no governo federal, incluindo ministérios de Defesa e da Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff, e passou a chefiar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia após o impeachment.
Na eleição baiana, a dupla superou oito candidatos ao Senado, entre eles Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), consolidando o peso do PT no estado. A apuração completa, que refletiu o cenário estadual, ocorreu em meio a um contexto nacional com 54 das 81 cadeiras da Casa Renovadas neste pleito.
Em outro ponto do noticiário, Jaques Wagner esteve envolvido, em junho, em ações da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master. A apuração destacou o relacionamento entre o PT da Bahia, especialmente Wagner, e o empresário Augusto Lima, figura central nas investigações, mantendo o escrutínio sobre o histórico político do partido durante o ciclo eleitoral.
Com a confirmação dos nomes, o Senado de 2027 ganha dois representantes da Bahia para cumprir mandatos até 2035, fortalecendo a presença do PT no Palácio do Planalto e definindo o tom do controle regional nas próximas décadas. O desfecho aponta para um período de continuidade política no estado, alinhado às trajetórias de Rui Costa e Jaques Wagner no cenário nacional.

