Resumo jornalístico
Madrugada de sábado, tiroteio entre policiais da PM-SP e um suspeito na Zona Sul de São Paulo resulta na morte de Gustavo Munis de Santana, 20 anos.
Ao todo, foram registrados 45 disparos, com 44 estojos recolhidos; quatro agentes utilizavam pistolas calibre .40; a apuração é conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o IPM.
Na sequência, imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Gustavo fica parado ao lado de um portão por cerca de 30 segundos, enquanto dois policiais se aproximam. Em seguida, ele avança em direção aos agentes com o celular nas mãos, e os disparos são efetuados.
Após o tiroteio, outros agentes e uma viatura chegam ao local. As imagens indicam que cerca de dois minutos se passaram até a aproximação do corpo, sem registro de socorro imediato no início da ocorrência.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, as autoridades avaliam a dinâmica da ocorrência a partir de diferentes frentes. A PM analisa a hipótese de “suicide by cop” (suicídio por policial), enquanto o DHPP, da Polícia Civil, considera o caso mais complexo, dado o expressivo volume de disparos na ação.
No total, foram disparados 45 tiros. A perícia recolheu 44 estojos de munição distribuídos por quatro pontos da via, além de 13 fragmentos de projétil e quatro fragmentos de camisa de projétil.
O exame preliminar identificou ao menos 27 lesões no corpo do jovem. O boletim de ocorrência aponta que quatro policiais militares usaram pistolas de calibre 0.40, com a seguinte distribuição de disparos: 14, 13, 12 e 6 tiros, respectivamente.
Até o momento, a Polícia Civil (PC-SP) não teve acesso aos registros das câmeras corporais dos policiais envolvidos. A apuração ocorre por meio de inquérito na PC e de um IPM instaurado pela corporação.

