Oposição aponta ‘pendências’ da Prefeitura para fechar acordo de votação da LDO na CMS

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 segue sem data para acontecer na Câmara Municipal de Salvador. Para o próximo exercício, o projeto enviado pelo Executivo no último dia 12 de maio prevê receita estimada de R$ 9,03 bilhões para a capital baiana e crescimento da ordem de 3,7% em relação ao exercício atual (R$ 8,3 bilhões) (leia mais aqui). Segundo a bancada de oposição ao prefeito Bruno Reis (UB), ainda não há acordo entre a base do gestor e o grupo oposicionista.

 

Em contato com o Bahia Notícias, o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB – líder da oposição na CMS – sinalizou que ainda há pautas pendentes que precisam de iniciativa da Prefeitura antes de o orçamento do ano que vem ser pautado, a exemplo da questão do piso dos agentes comunitários de saúde e combate às endemias. De acordo com o edil, há ainda o tema do transporte público. “A bancada de oposição está disposta a construir um diálogo para viabilizar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Inclusive apresentamos dezenas de emendas ao texto do Executivo visando aperfeiçoá-lo”, disse o vereador.

 

Em 2021, a matéria foi votada no dia 7 de julho. Conforme apontou o Bahia Notícias, os vereadores não terão o tradicional recesso parlamentar do meio do ano caso a LDO não seja votada (leia mais aqui). De acordo com Vasconcelos, em tese, o projeto deveria ser aprovado antes do recesso, mas não há um prazo específico estabelecido no Legislativo. Em 2019, o recesso parlamentar iniciou no dia 17 de julho e finalizou no dia 31 de julho. Em 2020 foi suspenso por conta da pandemia do coronavírus.

 

Apesar da sinalização para a ausência de um acordo, na semana passada o líder do governo, Paulo Magalhães Jr. (União Brasil) garantiu que até meados do mês de julho a LDO será votada e que as negociações entre as bancadas estão em curso. O vereador foi procurado novamente pelo Bahia Notícias, nesta quarta-feira (6), para explicar as “pendências” apontadas pela oposição, mas não atendeu o contato da reportagem.

 

Quem também indicou que os vereadores não devem dispor de recesso foi o presidente da Casa, Geraldo Júnior (MDB). Em conversa com o BN, o parlamentar explicou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias está sendo analisada no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) (relembre aqui).

 

“Mas aí você me pergunta, mas a LDO tem implicâncias dentro da CCJ? Não, ela tramita na Comissão de Orçamento, somente que nós estamos submetendo à CCJ, ao procurador parlamentar da Casa, ao procurador-geral da Casa, procurador jurídico da Casa, porque me parece que há inconsistências normativas no processo”, disse Geraldo Júnior.

 

“Sendo assim, não teremos como apreciar a LDO, não tendo como apreciar a LDO nós não temos como submeter principalmente as Comissões de Saúde, Ação Social e Desenvolvimento Econômico, uma vez que a base do governo não permitiu a implantação das comissões”, acrescentou o chefe do Legislativo soteropolitano.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Prefeito ameaça filho de vereadora em confusão: “Papai, pega meu 38”. Veja vídeo

Uma gravação que circula nas redes mostra uma disputa tensa entre a vereadora Rosânia Carvalho de Farias, MDB, conhecida como Rosânia de Riba,...

Jerônimo questiona apoio “divido” de integrantes da chapa de oposição a candidatura a presidente: “Não gostam de Lula”

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reuniu-se neste sábado, em Feira de Santana, para discutir as articulações políticas para as eleições de 2026....

Vereador acusa padre Julio de usar dinheiro paroquial em ação judicial

Um vereador de São José dos Campos, Thomaz Henrique (PL), enviou à Arquidiocese de São Paulo uma denúncia canônica contra o padre Julio...