Bahia quebra tabu, vence o Guarani fora de casa e se recupera na Série B

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O tabu está quebrado. Pela primeira vez na história o Bahia venceu o Guarani fora de casa. Neste sábado (16), o tricolor levou a melhor sobre o Bugre no duelo disputado no estádio Brinco de Ouro, em Campinas, e bateu o adversário por 2×0, pela 18ª rodada da Série B. 

O triunfo tricolor começou a ser construído ainda no primeiro tempo. Ignácio, de cabeça, abriu o placar. Na segunda etapa, Raí Nascimento ampliou a vantagem. 

Além de quebrar o jejum contra o alviverde, o Bahia voltou a vencer no Brasileirão. O resultado deixa o Esquadrão com 33 pontos, na terceira colocação. O time baiano garantiu a presença no G4 do Série B durante todo o primeiro turno. 

O próximo desafio do tricolor na Série B será na terça-feira (19), quando recebe o CRB, na Fonte Nova, às 19h, pela 19ª rodada.

EFICIENTE
No terceiro jogo seguido fora de casa, Enderson Moreira manteve o esquema com três zagueiros, mas mudou peças. Machucado, Luiz Otávio deu lugar para Didi. Na lateral esquerda, Luiz Henrique ficou com a vaga do suspenso Matheus Bahia. 

Em casa, o Guarani tentou tomar as rédeas da partida nos primeiros minutos. Apesar da maior posse de bola, o Bugre encontrou um tricolor bem postado e pouco conseguiu assustar. Aos poucos, o Esquadrão foi se encontrando no duelo e não demorou muito para balançar as redes. 

O primeiro tento poderia ter saído logo aos cinco minutos. No lançamento de Patrick, Davó ganhou da marcação em velocidade e chegou a driblar o goleiro, mas a bola correu demais e ele não conseguiu finalizar. 

O Bahia voltou a fazer pressão na bola parada. Na cobrança de escanteio de Daniel, Gabriel Xavier tentou de cabeça, mas o goleiro Kozlinski fez boa defesa e cedeu novo esquinado. Na segunda batida, Ignácio recebeu livre e mandou para o fundo gol, abrindo o placar aos 10 minutos. 

Com a vantagem e um time mais leve, o Bahia desceu as linhas e se posicionou para puxar o contra-ataque. O tricolor explorava, principalmente, as duas laterais e a velocidade de Matheus Davó. 

O Guarani quase chegou ao empate com o lateral Matheus Ludke. O chute da entrada da área explodiu na trave de Danilo Fernandes. A falta cobrada por Silas também passou perto.

Num primeiro tempo de muitas disputas no meio-campo, o goleiro tricolor só voltou a trabalhar nos minutos finais. Mugni tentou cortar o escanteio e mandou contra o patrimônio. Danilo Fernandes foi rápido e garantiu o triunfo parcial.

CAIX??O FECHADO 
O Bahia voltou do intervalo com o lateral esquerdo Djalma no lugar de Luiz Henrique. O panorama nos primeiros minutos seguiu o mesmo: um tricolor recuado se defendia das investidas do Guarani. 

A pressão do Bugre fez efeito aos cinco minutos. Na bola chuveirada na área, Derlan ajeitou de cabeça, Nicolas Careca pegou de primeira e fez um golaço. Para a sorte tricolor, o VAR entrou em ação e flagrou impedimento na jogada. 

Apesar do susto, o Bahia não conseguiu mudar a sua situação na partida. As tentativas de acelerar as jogadas foram freadas pela marcação alviverde. 

Com muita dificuldade na construção, o Esquadrão só conseguiu levar perigo efetivo aos 26 minutos. Kozlinski defendeu o chute forte de Davó. No rebote, a bola tocou na mão de Mateus Ludke. os tricolores pediram pênalti, mas a arbitragem mandou seguir. 

Quando o Guarani parecia cada vez mais perto do empate, brilhou a estrela tricolor. Aos 32 minutos, o Bahia recuperou a bola na zona intermediária. Lucas Mugni foi na linha de fundo e cruzou para Raí anotar o segundo gol do Esquadrão.   

O terceiro poderia ter saído logo na sequência. Davó recebeu livre dentro da área e chutou forte. A bola tinha endereço certo, mas desviou na defesa e foi para fora.

Bem confortável no duelo, o Esquadrão colocou Rodallega, Marco Antônio e Miqueias em campo. Nos minutos finais, o Bahia só administrou o resultado e aguardou o apito final para comemorar o triunfo fora de casa.

FICHA T??CNICA 

Guarani 0x2 Bahia – Série B do Brasileirão (18ª rodada)

Guarani: Kozlinski, Mateus Ludke, João Victor, Derlan e Matheus Pereira; Leandro Vilela, Eduardo Person (Marcinho) e Silas (Rodrigo Andrade); Bruno José (Lucas Venuto), Lucão e Maxwell (Nicolas Careca). Técnico: Mozart. 

Bahia: Danilo Fernandes, Ignácio, Didi e Gabriel Xavier; André (Borel), Patrick, Mugni, Daniel (Miqueias) e Luiz Henrique (Djalma); Raí (Marco Antônio)e Davó (Rodallega). Técnico: Enderson Moreira. 

Local: estádio Brinco de Ouro (Campinas-SP)
Gols: Ignácio, aos 10 minutos do 1º tempo, Raí, aos 32 minutos do 2º tempo
Cartão amarelo: Lucas Mugni, Djalma (Bahia)
Público: 3.457 pagantes
Renda: R$72.810,00

Arbitragem: Bruno Arleu de Araujo, auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Thiago Rosa de Oliveira (trio do Rio de Janeiro)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

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