‘Um tiro direcionado para matar’, diz médico que fez perícia no corpo da estudante

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O tiro que matou a adolescente Cristal Rodrigues Pacheco, 15 anos, foi disparado a uma curta distância. Ela estava acompanhada da mãe e da irmã, e seguia para a escola, quando foi morta, nesta terça-feira (2). 

Médico e perito do DPT, Marcos Mousinho foi um dos responsáveis por examinar o corpo da adolescente. Ele confirma que o disparo realizado a pouca distância. “Não foi um disparo à queima-roupa, mas foi muito próximo. A contusão no peito da vítima indica que o tiro ocorreu talvez a 40 ou 50 cm de distância. Um tiro direcionado para matar”, afirma o médico, informando que o DPT ainda fará a necrópsia do corpo.

Na área, câmeras de segurança instaladas entre o Palácio da Aclamação e o Passeio Público devem ser utilizadas para identificar as suspeitas do crime. 

Policiais do 18º Batalhão da Polícia Militar fazem buscas para tentar encontrar as suspeitas de terem cometido o crime. 

Violência
Moradora do Corredor da Vitória e estudante do Colégio das Mercês, a adolescente estava acompanhada da mãe e da irmã quando foi abordada. Segundo informações iniciais, no meio da ação, uma das suspeitas, que carregava uma pistola calibre 653, colocou a arma no peito da vítima e disparou contra ela antes de fugir.

O crime aconteceu em frente ao Palácio da Aclamação, próximo ao Campo Grande. Cristal não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de ser atendida, ainda com o uniforme da escola. A mãe e a irmã de Cristal não sofreram ferimentos e estão em casa.

Moradores da região que estavam no local relatam que tentativas de assalto como esta são comuns  na área. ??s 6h30, quando a vítima costuma sair para a escola, o risco é ainda pior.

Morador da região do Campo Grande há 11 anos, Ricardo, que prefere não revelar o sobrenome, reclama de uma escalada de violência por lá. Ele destaca ainda o fato da situação acontecer próximo ao Quartel dos Aflitos, sede da Polícia Militar da Bahia.

“Aqui é uma cracolândia, cheia de usuários de drogas que fazem esse assalto. E o poder público não faz nada. Não fecha a praça em frente ao Palácio como faz no Campo Grande e na Piedade. E a gente fica a mercê porque volta e meia tem assalto e ficamos expostos ao pior como aconteceu hoje. Isso debaixo dos olhos da PM, perto do comando deles”, desabafa o morador.

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