PM intimida entregador e é repreendido por mulher que diz ser juíza

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Uma abordagem agressiva da Polícia Militar de Manaus viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (27/9). No vídeo, que conta com mais de 1,4 mil visualizações no Twitter,  é possível ver os policiais pedindo, aos gritos, a documentação do entregador. Quando o entregador apresenta a CNH, o agente rasga o documento.
 
O caso aconteceu em frente a um condomínio residencial, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul do estado e foi registrado por uma mulher que acompanhava a situação. Após flagrar a abordagem, ela se apresenta como juíza e adverte os PMs: ???Não tem pessoa que mais apoia e admira a polícia. Agora, eu não vou admitir o que aconteceu aqui???.
 
 
Em nota ao Estado de Minas, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) disse que está investigando o caso e que não compactua com a conduta dos policiais. ???A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informa que tomou conhecimento do fato e determinou instauração do processo administrativo disciplinar pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da instituição para que o caso seja devidamente apurado e que as medidas administrativas em relação ao ocorrido sejam tomadas???.
A Corregedoria-Geral da SSP-AM também acompanha o processo disciplinar instaurado pela PMAM.
 

Repúdio 

O perfil oficial do restaurante para o qual o entregador prestava serviços no momento da abordagem publicou uma nota de repúdio condenando a “agressão física e psicológica” sofrida pelo trabalhador. “Respeitamos e admiramos o trabalho da polícia militar, mas não compactuamos com qualquer tipo de agressão. Esperamos que os responsáveis tomem as devidas providências e que esse caso não fique impune???.
 
 

Web reage

A ação da mulher foi o destaque entre os perfis na rede social, que elogiaram o posicionamento. O comportamento dos agentes após a interferência também chamou a atenção: ???O que mais gritou com o motoboy ficou caladinho???, destaca um internauta.
 
Outros usuários recordaram a política de combate, em São Paulo, que sugere que os policiais tenham câmeras nas fardas.
 
 
 
 
 
 

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