Consumo de gás de cozinha em julho foi menor para o mês dos últimos 11 anos

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Dados divulgados neste mês pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) mostram que julho teve o menor consumo de gás de cozinha para o mês dos últimos 11 anos. Segundo o levantamento, a queda na venda de GLP (gás liquefeito de petróleo) foi de 10,9% em comparação com o mesmo mês de 2021.

 

O Sul do Brasil foi a região mais impactada, com recuo de 15,9% nas vendas de botijão de gás em julho.

  • Leia: Mercado de trabalho: geração de vagas registra queda de 42,5% em outubro 

Em julho de 2021, a venda de gás já havia caído 3,5% em relação a 2020. Os números da ANP mostram ainda que os sete primeiros meses de 2022 registraram o pior desempenho do comércio de botijão de gás desde 2015.

 

O levantamento é do Observatório Social do Petróleo (OSP), que monitora políticas do setor e é ligado a sindicatos de petroleiros.

 

“O gás de cozinha foi uma das maiores dificuldades das famílias brasileiras neste ano. Os preços recordes do botijão aliados à renda estagnada da população reduziram o consumo desse combustível, tão essencial. E nem mesmo o Programa Auxílio Gás dos Brasileiros foi suficiente para segurar essa queda”, afirma o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps). 
 

À medida que houve redução no consumo de gás de cozinha, cresceu o uso da lenha no país. Segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), desde 2018 a lenha é a segunda fonte de consumo de energia nos lares do Brasil, só perdendo para a energia elétrica. O botijão de gás é a terceira fonte de consumo residencial. 

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