Eleição para o comando da Câmara de BH tem discussão e empurra-empurra

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O dia da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) começou com acusações de coação a um dos 41 parlamentares e empurra-empurra no plenário. O caso, ocorrido instantes antes da sessão plenária desta segunda-feira (12/12), deixou irritado o vereador Léo Burguês (União Brasil), que acusou colegas de tentarem fazer pressão sobre Ramon Bibiano (PSD) para alterar o voto dele. 
Depois, durante a sessão, houve um princípio de empurra-empurra entre parlamentares. Leo Burguês e Gabriel Azevedo (sem partido) foram vistos no entrevero.

  • Leia: TSE ignora atos contra eleição e antecipa diplomação de Lula e Alckmin
Leo Burguês chegou a bater boca com Nely Aquino (Podemos), atual presidente da Câmara, que vai deixar o cargo por ter sido eleita deputada federal.
“O vereador estava preso em uma sala. Ele queria sair para falar com os companheiros, mas havia outros vereadores o cercando”, acusou Burguês. “O que estamos vendo me envergonha”, protestou Wanderley Porto (Patriota).
As candidaturas já foram confirmadas. Claudiney Dulim (Avante) e Gabriel Azevedo (sem partido) foram os nomes escolhidos para a eleição. Nos bastidores, Juliano Lopes (Agir) foi apontado como o candidato do grupo de Nely, mas a vaga ficou com Gabriel Azevedo, que vai concorrer com o apoio da atual presidente.
  • Leia: Diplomação desta segunda-feira é teste de fogo para posse de Lula
Juliano Lopes (Agir) compunha a chapa chamada “família Aro”, nome dado ao grupo de Parlamentares alinhados ao deputado federal Marcelo Aro (PP).
O PSD, partido de Bibiano, o vereador apontado como vítima de pressão, é o mesmo do prefeito Fuad Noman. 

Grupo de Fuad revê estratégias

Nas últimas semanas, a Prefeitura de BH trabalhou pela candidatura de Bruno Miranda (PDT). Segundo a também pedetista Duda Salabert, houve mudança de rota e, agora, o nome indicado pela base aliada à prefeitura para a presidência vai ser Claudiney Dulim, do Avante.

Acusação de boicote

Na semana passada, o vereador Miltinho CGE (PDT) disse ter sofrido boicote por parte da presidência da Câmara. Ele compõe a coalizão de Fuad e afirmou ter sido impedido de promover uma sessão de homenagem a uma promotora. No entanto, durante a sessão de hoje, Nely Aquino se desculpou com Miltinho em relação ao caso.
  • Leia: Prefeitos vão a Brasília para ‘última mobilização’
A eleição da Câmara ocorre em meio à abertura de um processo de impeachment contra Fuad Noman, acusado pelo advogado Mariel Marra de cometer nepotismo cruzado por causa da nomeação de dois servidores ligados a vereadores.
Uma ala da Câmara, contudo, aponta que o processo de afastamento foi aberto como forma de tentar interferir nos rumos da eleição.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Se não fosse pelo aliado Trump, Putin já seria lixo histórico

Três anos após o início do conflito na Ucrânia, a leitura sobre a guerra continua marcada por cautela. Em Moscou, o desfile de...

Ciro Gomes desiste de disputar Presidência e deve concorrer ao governo do Ceará em 2026

Resumo: O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, não disputará a Presidência em 2026 e pretende retomar o governo do Ceará. O anúncio oficial...

Naskar, que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes, não tem registro na CVM

Resumo: em 11/05, a CVM informou que a fintech Naskar não tem registro para atuar nos mercados regulados. A reação envolve cerca de...