Três anos após o início do conflito na Ucrânia, a leitura sobre a guerra continua marcada por cautela. Em Moscou, o desfile de 9 de maio revelou sinais de fragilidade para a narrativa oficial de vitória de Vladimir Putin, com medidas de segurança reforçadas e a evidência de que a conquista militar está bem distante do esperado.
O desfile foi descrito como um retrato híbrido: menos armas para exibição e uma proteção extra contra possíveis ataques de drones ucranianos. Observadores apontam que a solenidade, que antes simulava poder bélico, agora carrega uma sensação de contenção e alerta, refletindo dificuldades no front.
Desde o começo da invasão, a Rússia chegou a ocupar cerca de 20% do território ucraniano. Em 2025, o ganho foi mínimo — pouco mais de 1% — e, em abril, o avanço russo ficou sob pressão, com derrotas relevantes no campo de batalha, sinalizando uma mudança de dinâmica entre as forças.
Especialistas destacam que, sem o apoio militar decidido do Ocidente, a Ucrânia tem mostrado resiliência e organização. A liderança de Volodymyr Zelenskiy é frequentemente elogiada, enquanto as entregas de armas dos Estados Unidos — sob a presidência de Donald Trump desde 2025 — enfrentaram interrupções, elevando o peso da defesa europeia para sustentar o front.
A leitura de muitos analistas é de um Putin que luta para manter a iniciativa diante de uma Europa economicamente tensa e de uma aliança atlântica que, apesar das dificuldades, permanece firme ao lado de Kiev. Mesmo com reforços dos EUA, não se espera uma vitória rápida para Moscou. Alguns chegam a imaginar que, se a Ucrânia tivesse o mesmo nível de apoio recebido no passado, o cenário no front já poderia estar diferente.
E você, como lê os desdobramentos dessa guerra e o papel das potências estrangeiras? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como vê o equilíbrio de forças na região.
