Economista afirma que arcabouço fiscal deve ser alterado no Congresso e faz apelo por corte de gastos

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Alex Agostini, da Austin Rating, avaliou que a retomada do equilíbrio das contas públicas é urgente e depende de uma redução das despesas

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Cédulas de real desfocadas

Expectativa do mercado é de um plano para corte de gastos no arcabouço fiscal, analisou Alex Agostini

Apresentado ao Legislativo na semana passada, o arcabouço fiscal deverá passar por modificações no Congresso Nacional. Em entrevista à Jovem Pan News, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avaliou que a retomada do equilíbrio das contas públicas é urgente e depende da nova regra fiscal: “Ela ainda pode sofrer alguma modificação. E o arcabouço são métricas que ele não prevê, e eu acho isso extremamente importante, que o Brasil retome o equilíbrio fiscal ao longo do tempo. Ou seja, que seja algo perene. Não é. Isso pode ser alterado, diferente do que tinha o teto de gastos, que tentava ser algo perene e que os próximos governos seguissem a métrica, mas nós vimos que nos últimos anos não foi seguido. O próprio arcabouço fiscal também tem esses problemas”. Na opinião de Agostini, o Brasil vai demorar para atingir novamente o grau de investimentos perdido a partir de 2015. O economista afirma que o governo precisa cortar gastos.

“Não apresentou nenhum ponto de redução de despesas. Ou seja, sempre procura fazer o ajuste pelo lado da receita. Isso é algo que a gente ainda mantém uma certa preocupação. Até por isso que o governo acredita que com essa métrica ele atinge nesse mandato um grau de investimentos para o Brasil. Nós, como agência de classificação de riscos, não concordamos. Acreditamos que tem um caminho muito longo ainda para atingir essa situação”, analisou Agostini. Para que seja feito esse corte de despesa, o economista defende uma reforma administrativa.

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