Após decisão da OMS, Lula exalta vacina e critica “governo negacionista”

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Nesta sexta-feira (5/5), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a Covid-19 não é mais uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espii). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por sua vez, sem citar nomes, afirmou que metade das 700 mil vítimas fatais do Brasil poderiam ter sido salvas, se não fosse o “governo negacionista”, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Depois de 3 anos, hoje finalmente podemos dizer que saímos da emergência sanitária pela Covid-19. Infelizmente, o Brasil passou da marca de 700 mil mortos pelo vírus. E acredito que ao menos metade das vidas poderiam ter sido salvas se não tivéssemos um governo negacionista”, disse o petista.

O chefe do Executivo brasileiro também alertou que, mesmo com o fim do estado de emergência, ainda é necessário tomar cuidados para não contrair a doença. “Tomem as doses de reforço e não deixem de ter o esquema vacinal sempre completo. E o governo federal irá incentivar a saúde, ciência e pesquisa no nosso país. Irá atuar para preservar vidas”, completou.

Após três anos desde o primeiro caso de Covid-19 no Brasil – em março de 2020 – em março de 2023, o país atingiu a triste marca de 700 mil mortes causadas pela doença.

Fim da “pandemia” O status de “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional” é o nível mais alto de alerta da OMS e ocorre em situações que exigem uma resposta internacional coordenada, incluindo a vigilância sanitária e epidemiológica entre os países, os esforços direcionados para a invenção de tratamentos e vacinas e a colaboração no fornecimento de suprimentos médicos.

Durante o discurso desta sexta-feira, Tedros ressaltou que a Covid ainda representa uma ameaça à saúde global. “A Covid-19 não deixou de ser uma ameaça à saúde global. Na semana passada, a Covid ceifou uma vida a cada três minutos – e essas são apenas as mortes que conhecemos”, afirmou o diretor-geral da OMS.

Em 11 de março de 2020, a OMS caracterizou a Covid-19 como uma pandemia. O termo se refere à distribuição geográfica de uma doença, e não à sua gravidade. Como o vírus ainda está em circulação em vários países e há possibilidade de ocorrer mutações que levem a novas ondas da doença, a situação ainda é classificada como pandemia.

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