Lula já definiu nome para o STF e dúvida agora é outra, confirma colunista

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já bateu o martelo sobre quem vai ocupar a cadeira deixada por Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a coluna de Malu Gaspar, do O Globo, quem participou das conversas do petista a portas fechadas em Brasília nos últimos dias, saiu com a convicção de que o presidente não tem mais dúvidas sobre a indicação. 

 

Conforme a publicação, Lula sinalizou aos interlocutores que está decidido a indicar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. A interrogação agora é sobre quem assumirá o lugar de Dino no ministério. 

 

O cenário ideal para o presidente é anunciar a indicação de Flávio Dino junto com o nome do seu substituto. A aposentadoria de Rosa Weber começa a valer a partir deste sábado (30). 

 

O advogado-geral da União, Jorge Messias, seria o seu favorito para o posto. No entanto, nos últimos dias Messias tem dito nos bastidores que não quer a cadeira de ministro da Justiça e que continua na corrida pelo STF. De acordo com a coluna, ele chegou a dizer a aliados que caso não seja indicado para o Supremo, não aceitaria o ministério e ficaria na AGU. 

 

Segundo a colunista, Lula recebeu o recado e compreendeu que terá que fazer um agrado ao subordinado, para ele não se sentir preterido. Porém, nem ele nem ninguém em Brasília acredita que Messias recusaria mesmo um convite para um ministério tão importante. 

 

O arranjo idealizado teria ainda a vantagem de abrir espaço para o presidente da República nomear uma mulher negra para a AGU, a assessora especial de Diversidade e Inclusão do órgão, Claudia Trindade. O movimento seria uma espécie de “prêmio de consolação” à sua base política diante das cobranças para a indicação de uma mulher para o STF. 

 

Caso o desenho se confirme, Messias vai passar na frente de vários auxiliares de Dino que já disputam há dias a oportunidade de substituí-lo no Ministério da Justiça. Um deles é o secretário nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho. Outro é o secretário-executivo, Ricardo Cappelli, que também torce pelo desmembramento da pasta – se isso ocorrer, acredita que poderia cuidar da área da segurança pública. Outro nome lembrado nos bastidores é o do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, influente grupo de advogados próximo a Lula e o PT.

 

Por fora, na disputa pelo STF está o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, que conta com o apoio de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco.

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