O relato do comandante do Exército a Lula sobre o furto de armas em SP

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O presidente Lula recebeu na manhã desta terça-feira (24/10), no Palácio do Planalto, o ministro da Defesa, José Múcio, e os comandantes das três Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica.

A reunião durou uma hora e 15 minutos e tratou de diversos temas. Entre eles, a repatriação de brasileiros em Israel pela FAB, o furto de armas do Exército em São Paulo e a PEC que proibe militares da ativa de serem candidatos.

Segundo relatos, o comandante do Exércio, general Tomás Paiva, fez um relato a Lula sobre as investigações do furto de 25 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo, no quartel de Barueri (SP).

Tomás Paiva afirmou ao presidente que as investigações estão avançadas e que, em breve, os suspeitos devem começar a ser responsabilizados, seja por facilitar o furto, seja por omissão em relação ao crime.

PEC dos Militares Em relação à PEC dos militares, o ministro da Defesa relatou ao presidente que se reuniu recentemente com o relator da proposta no Senado, Jorge Kajuru (PSB-GO), e que o tema estaria “pacificado”.

Múcio também pediu a Lula prioridade do governo para aprovar a matéria no Congresso. O presidente, por sua vez, demonstrou apoio à PEC e prometeu trabalhar para que a votação aconteça de forma célere.

Repatriação e crime organizado Ainda na reunião, Múcio e o comandante da Aeronáutica fizeram a Lula um balanço sobre a Operação Voltando em Paz, que já repatriou mais de 1,4 mil pessoas de Israel em aviões da FAB, sendo a maioria brasileiros.

Segundo fontes do Ministério da Defesa, o emprego das Forças Armadas no combate ao crime organizado, sobretudo no Rio de Janeiro, foi um tema periférico da conversa, pois já vinha sendo discutido anteriormente.

A reunião foi pedida por Múcio na semana passada, antes de criminosos incendiarem dezenas de ônibus na segunda-feira (23/10), na capital fluminense, após a polícia matar milicianos.

O encontro foi o primeiro de Lula com os comandantes das Forças Armadas após o término da CPMI do 8 de Janeiro, cujo relatório final aprovado pede o indiciamento de uma série de militares da reserva.

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