TJ-RJ vai reforçar proibição de LGBTfobia em processos de adoção

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

 

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anunciou nessa quinta-feira (18) uma série de ações para reforçar a aplicação da Resolução nº 532/2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que combate qualquer forma de discriminação à orientação sexual e à identidade de gênero para adoção, guarda e tutela de crianças e adolescentes.

 

O tribunal levará todas as questões apresentadas na resolução para debates com as equipes técnicas. O tema também será abordado nos eventos da Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância e da Juventude e do Idoso do TJRJ (Cevij).

 

SEM PRECONCEITO

 

A Resolução do CNJ diz que são vedadas manifestações contrárias aos pedidos pelo fundamento de se tratar de família monoparental, homoafetiva ou transgênero nos processos de habilitação das pessoas interessadas e nos casos de adoção de crianças e adolescentes, guarda e tutela.

 

O conselho considera que a adoção realizada de forma inclusiva, igualitária e respeitosa contribui para a proteção dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, das pessoas que pretendem formar suas respectivas famílias, promovendo a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

 

Conforme a resolução, os tribunais de Justiça devem elaborar cursos estaduais preparatórios à adoção, com caráter interdisciplinar, que contemple a possibilidade de adoção homoparental, além de prover formação continuada a magistrados(as) e equipes sobre adoção com perspectiva de gênero e particularmente adoção homoparental.

 

“Considero positiva a resolução, uma vez que ela explicita o que já estava determinado na Constituição”, disse o juiz Sérgio Luiz Vieira de Souza, titular da 4ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca da Capital. 

 

Para ele, qualquer tipo de preconceito citado é inconstitucional. “Um juiz de uma Vara da Infância e da Juventude não pode deixar de habilitar qualquer pessoa por algum preconceito nesse sentido. Além disso, a determinação sobre a realização de capacitações será positiva para os tribunais e para toda a rede de proteção à criança e ao adolescente”, destacou. 

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Homem preso ao dirigir bêbado já tinha condenação por causar acidente

Um administrador de 45 anos foi preso ao sair dirigindo alcoolizado da 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. Em 2025, ele já...

TJ-BA divulga nova lista de antiguidade de juízes dos Juizados Especiais de Salvador

O Tribunal de Justiça da Bahia publicou o Decreto 502 nesta segunda-feira para oficializar a lista de antiguidade dos juízes do Sistema dos...

Hashtag “Governo da censura” viraliza após PF exigir que morador de cidade em SP retirasse faixa “Ladrão”

Um vídeo que ganhou as redes nesta segunda-feira mostra um morador de Presidente Prudente, cidade no interior de São Paulo, sendo abordado por...