SSP admite que PM errou ao não fazer bafômetro em motorista de Porsche

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São Paulo — A Polícia Militar errou ao não submeter Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, ao teste do bafômetro no local em que o Porsche dirigido por ele bateu contra o carro do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que morreu.

A partir da análise das imagens de câmeras corporais, foi possível concluir que houve “falha de procedimento” dos policiais que atenderam a ocorrência, diz nota divulgada nesta terça-feira (23/4) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

 

Fernando Sastre Filho foi retirado do local do acidente, na avenida Salim Farah Maluf, na zona sul de São Paulo, pela mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, de 45 anos. Ela afirmou a policiais que atendiam à ocorrência que levaria o filho para um hospital da região. Os PMs, no entanto, não encontraram registro de entrada do motorista na unidade hospitalar.

O acidente ocorreu no dia 31 de março. Fernando só se apresentou na delegacia mais de 36 horas depois. Daniela Andrade foi indiciada por fraude processual, por ter inviabilizado que seu filho fosse submetido a exames toxicológicos.

A SSP abriu um procedimento para a responsabilização dos policiais. Os laudos da perícia e as imagens das câmeras corporais também foram entregues à Polícia Civil.

Segredo de justiça O caso está sob segredo de Justiça.

Nesta terça-feira (23/4), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) divulgou que solicitou a quebra do sigilo de dados de cartões de crédito do motorista do Porsche para investigar a titularidade dos meios de pagamento usados no eventual consumo de bebidas alcoólicas.

A quebra de dados deve ser estendida a terceiros caso os cartões utilizados para quitar a conta no bar frequentado por Fernando, a namorada e um casal de amigos no dia do acidente pertençam a outras pessoas.

O MPSP também requereu as imagens das câmeras corporais que atuaram na ocorrência, bem como a realização, pelo Instituto de Criminalística, de perícia por meio de scanner digital e reprodução simulada dos fatos em 3D.

A simulação já foi agendada pela SSP, assim como as imagens das câmeras corporais foram entregues, nesta terça-feira, à Polícia Civil.

A oitiva de testemunhas, como os atendentes do bar de onde saíram os envolvidos, também foi solicitada pelo Ministério Público.

 

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