Temor de conflito regional aumenta no Oriente Médio após ataque do Hezbollah e alertas de países ocidentais

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O clima de tensão no Oriente Médio tem se intensificado, levando a vários países ocidentais a emitirem alertas e orientações de segurança aos seus cidadãos, aconselhando-os a deixar a região. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido solicitaram a saída imediata de seus cidadãos do Líbano, enquanto o Canadá recomendou evitar viagens a Israel. O chanceler britânico, David Lammy, destacou a gravidade da situação, alertando que a tensão está em níveis elevados e pode piorar rapidamente, aconselhando os cidadãos britânicos na região a saírem sem demora.

Diante das crescentes ameaças, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou ajustes para reforçar a proteção de suas tropas e apoiar a defesa de Israel. Essa decisão ocorre após uma série de eventos que agravaram a crise na região, como a morte de um alto membro do Hezbollah em um ataque aéreo israelense em Beirute e o assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã, atribuído a Israel. Os acontecimentos provocaram protestos em diversos países muçulmanos, como Marrocos e Turquia, após o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ameaçar Israel com um “severo castigo” e o chefe do Hezbollah, Hasan Nasrallah, mencionar uma “resposta inevitável”. A representação do Irã na ONU alertou que o Hezbollah pode realizar ataques em profundidade no território israelense.

Em meio ao conflito, o Hezbollah anunciou o lançamento de dezenas de foguetes Katiusha em direção ao assentamento de Beit Hillel, ao norte de Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assegurou que o país está preparado para qualquer cenário. Na Faixa de Gaza, um ataque aéreo israelense atingiu uma escola, resultando na morte de pelo menos 17 pessoas, incluindo deslocados pela guerra. O Exército israelense confirmou que o alvo eram terroristas do Hamas. Desde o início do conflito, em 7 de outubro, foram contabilizadas 39.550 mortes em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde palestino. Do lado israelense, o número de mortos é de 1.197, com 251 pessoas sequestradas.

Com informações da AFP

Publicado por Felipe Cerqueira

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