Menina de 13 anos é enganada por suposto namorado e estuprada por pelo menos 10 homens em São Paulo

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Uma jovem de apenas 13 anos foi vítima de um terrível episódio de estupro coletivo na cidade de Praia Grande, em São Paulo. Após marcar um encontro com um suposto namorado em uma casa emprestada, a garota desapareceu por alguns dias, sendo posteriormente encontrada em circunstâncias chocantes.

De acordo com a delegada Lyvia Cristina Bonella, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a vítima foi violentada por pelo menos 10 homens em três locais distintos enquanto esteve desaparecida em julho.

A família da jovem só tomou conhecimento do paradeiro da menina graças ao contato feito pela mãe de um colega que havia visto um vídeo da vítima sendo agredida por vários homens, revelou a delegada ao portal G1.

“A garota tinha combinado de se encontrar com um rapaz com quem ela tinha um suposto relacionamento, também menor de idade. O encontro aconteceria em uma casa emprestada, porém, ao chegar, deparou-se com mais pessoas do que o esperado”, explicou Bonella.

Entre os envolvidos no crime, estão quatro menores de idade e um homem de 18 anos, este último já detido. Os menores foram encaminhados ao Ministério Público por se tratar de ato infracional.

No relato à polícia, a jovem mencionou que o suposto namorado desejava que ela mantivesse relações íntimas com ele e outro rapaz, pedido que foi veementemente negado por ela. No entanto, sua recusa foi ignorada e, sob efeito de álcool, acabou por envolver-se com um dos agressores.

Após esse lamentável episódio, outros indivíduos se juntaram e levaram a menina para outra residência, onde ela foi abusada por oito pessoas distintas. Posteriormente, foi transferida para um terceiro local, onde mais três pessoas a agrediram sexualmente.

A delegada descreve a situação como extremamente desoladora, estimando que a adolescente tenha sido vítima de abuso por 10 a 12 pessoas. “Ela era a única garota em meio a um grupo de meninos. Mesmo que quisesse sair, não conseguiria. Estava cercada por vários rapazes que a obrigavam a consumir álcool”, acrescentou a autoridade policial.

Mesmo que, em algum momento, a vítima tenha consentido com os atos, a lei brasileira considera o caso como estupro de vulnerável, conforme o artigo 217 do Código Penal, que classifica o crime como ação sexual com menor de 14 anos. Um episódio brutal e inadmissível que exemplifica a vulnerabilidade e a necessidade de proteção das crianças e adolescentes no país.

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