Candidato é preso após disparar contra carreata de concorrente em Nova Iguaçu (RJ)

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Marcelo Lajes, representante da União Brasil e candidato a vereador em Nova Iguaçu (RJ), foi preso em flagrante no último sábado (7) sob a acusação de ter efetuado disparos contra uma carreata do seu oponente político, o candidato Baixinho da Van (PL). A denúncia partiu do deputado estadual Carlinhos BNH (PP), que também participava da carreata. Lajes alega que as acusações têm como objetivo amedrontá-lo devido às suas denúncias contra os aliados de BNH. Após o pagamento de fiança no valor de R$ 1.500, o candidato foi liberado, e felizmente, ninguém ficou ferido.

Os tiros foram supostamente disparados quando a carreata passava em frente a um estabelecimento pertencente à família de Lajes, situado no mesmo prédio onde está localizado seu escritório. Testemunhas afirmam que os disparos partiram do estabelecimento do candidato. Em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, Baixinho da Van relatou que ao ser informado da situação, desceu de sua carreata e foi conversar com Lajes, que o recebeu. O candidato da Van mencionou que desejava apenas paz. Ambos posaram para fotos e se cumprimentaram, porém, Da Van negou qualquer aliança política com Lajes e declarou que caso seja comprovado que os disparos partiram do candidato preso, ele será responsabilizado.

Lajes tentou fugir do local, mas foi localizado e detido pela polícia. Em uma publicação nas redes sociais, o candidato não mencionou o incidente, porém postou um vídeo no qual classificou o ocorrido como uma “covardia tramada contra a nossa campanha!”. Lajes justificou sua ação alegando que a carreata provocou tumulto e atrapalhou o fluxo de seus clientes. Ele confirmou o encontro com Baixinho da Van durante o episódio e argumentou que as testemunhas que o acusaram de atirar são aliadas de BNH, as mesmas que ele denunciou por suspeitas de desvios em Unidades de Pronto Atendimento na região.

Até o momento da publicação desta matéria, Carlinhos BNH não se pronunciou sobre o caso. A situação está sendo investigada pela 58ª Delegacia de Polícia de Nova Iguaçu (RJ).

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