USP erra ao manter bancas virtuais para avaliar cotistas, diz defensor

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A Universidade de São Paulo (USP) vem sendo criticada por manter bancas virtuais para avaliação de casos suspeitos de fraudes entre candidatos cotistas. O defensor público Vinicius Conceição Silva considera que essa escolha é um erro da instituição.

Silva argumenta que as bancas virtuais resultam em decisões imprecisas e inseguras, destacando a importância de métodos que garantam maior precisão, como a avaliação presencial. Ele assina uma ação protocolada para obrigar a USP a realizar as investigações de forma presencial em casos de dúvida sobre a identidade racial dos alunos.

Em entrevista, o defensor aponta que o modelo online pode facilitar fraudes, prejudicar a avaliação de características de pessoas pardas e em locais com iluminação precária. Ele ressalta a importância da interação e humanização proporcionadas pelas avaliações presenciais.

Criadas para coibir fraudes, as bancas fazem parte da Comissão de Heteroidentificação da USP, responsável por avaliar características fenotípicas dos candidatos às cotas raciais. Essa medida foi uma conquista do movimento negro na universidade, que denunciava fraudes de alunos brancos no sistema de cotas.

Vinicius relata que, entre 2018 e 2019, mais de 300 denúncias foram recebidas pela Defensoria Pública de São Paulo, resultando em apenas 6 expulsões após procedimentos administrativos. Ele destaca a necessidade de aprimoramentos na política de cotas, incluindo a realização das bancas de forma presencial.


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