Bahia inaugurou, nesta quarta-feira, o Centro de Informação em Saúde e Clima da Bahia (CISC Bahia), a primeira estrutura permanente do país dedicada a integrar dados climáticos, epidemiológicos e territoriais para fortalecer a vigilância em saúde diante das mudanças climáticas. O lançamento também marca o Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que orientará ações do SUS diante de eventos extremos.
O ato ocorreu em Salvador e reuniu autoridades do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde, incluindo o ministro Alexandre Padilha e a secretária estadual da saúde, Roberta Santana. O CISC Bahia funcionará como um núcleo estratégico de inteligência em saúde, sob a coordenação do Núcleo de Inteligência em Vigilância em Saúde (NIVS), vinculado à Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (SUVISA), conectando ciência, dados e gestão para respostas rápidas diante de eventos climáticos extremos.
O CISC Bahia reunirá informações de sistemas de saúde, dados meteorológicos, imagens de satélite e indicadores territoriais para monitorar ondas de calor, secas, chuvas intensas, enchentes e deslizamentos, transformando esses insumos em ações mais ágeis do SUS e na tomada de decisões com base em evidências.
A secretária Roberta Santana destacou que a Bahia foi escolhida como sede do projeto-piloto nacional por sua diversidade climática, grande extensão territorial e pela variedade de cenários de vulnerabilidade social presentes nos 417 municípios. A experiência baiana deve servir de referência para ampliar a vigilância em saúde e clima em outros estados.
Ministro Alexandre Padilha ressaltou que o novo centro representa avanço no planejamento e na prevenção da rede pública de saúde, ao transformar grandes volumes de dados em mapas de risco, análises epidemiológicas, modelos preditivos e sistemas de alerta precoce, ajudando a direcionar ações antes que ocorram picos de demanda hospitalar.
Painel Nacional de Excesso de Calor foi apresentado como ferramenta que integrará informações meteorológicas em tempo real aos registros de atendimentos, possibilitando identificar regiões e populações mais vulneráveis e orientar ações preventivas, campanhas de comunicação de risco e a alocação de recursos.
Durante o evento, houve a entrega simbólica de carteiras em homenagem aos sanitaristas, reconhecendo a importância desses profissionais para o fortalecimento das políticas públicas de saúde coletiva, vigilância epidemiológica e enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Com a implantação do CISC Bahia, a Bahia fortalece a integração entre ciência, tecnologia e gestão pública, elevando a vigilância em saúde, a qualidade da tomada de decisões e preparando o SUS para responder de forma mais eficiente aos impactos climáticos e aos riscos ambientais que afetam a população. E você, como enxerga essa iniciativa para a saúde pública no Brasil?
