As autoridades chinesas indicaram que o piloto do avião que atingiu o prédio mais alto de Pequim sofria de insônia e ansiedade há anos. O homem de 66 anos, identificado apenas pelo sobrenome Liu, teria agido por motivação pessoal ao desviar do trajeto autorizado, culminando na colisão com um arranha-céu de 108 andares que abriga a sede de um grande conglomerado estatal. O episódio ocorreu dias antes das comemorações do 105º aniversário do Partido Comunista Chinês, e o governo confirmou o número de registro da aeronave: B-12PP.
Segundo o governo do distrito de Chaoyang, Liu desviou da rota previamente autorizada, perdeu contato com o aeroporto de origem e, em seguida, colidiu com o edifício. O desvio ocorreu durante o segundo voo, após o piloto ter inicialmente realizado uma decolagem com acompanhamento e, posteriormente, voar sozinho a partir de um aeroporto no distrito de Pinggu.
O prédio atingido fica a cerca de sete quilômetros de Zhongnanhai, onde trabalha a cúpula do governo, incluindo o presidente Xi Jinping. A tragédia ocorreu pouco antes das celebrações oficiais realizadas no Grande Hall do Povo, próximas à Praça da Paz Celestial, adicionando um contexto simbólico ao incidente.
A divulgação do número de registro da aeronave, B-12PP, foi feita pela primeira vez pelas autoridades. A investigação permanece em curso, com apuração das circunstâncias que levaram ao desvio de rota e à tragédia, incluindo a possível relação entre a condição de saúde mental do piloto — descrita como insônia e ansiedade — e as ações que resultaram no acidente.
Este caso reacende o debate sobre segurança aérea e sobre o apoio à saúde mental de profissionais que trabalham em setores de alto risco. Compartilhe suas opiniões sobre as medidas de prevenção que podem evitar incidentes semelhantes no futuro e como equilibrar segurança com bem-estar dos pilotos.
