A atuação da jornalista Malu Gaspar, colunista do O Globo, estaria sob escrutínio interno de interlocutores ligados ao Banco Master, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal. Os registros revelam uma pressão para frear a produção de reportagens, articulada por Daniel Vorcaro, banqueiro com vínculos na instituição, e pelo empresário Thiago Miranda. Entre os documentos circulando nos diálogos, ganha destaque uma tal “Carta Proposta Malu Gaspar”, que previa salário de R$ 120 mil por mês e bônus de R$ 1,5 milhão mediante assinatura do contrato, descrita como estratégia de aproximação com a jornalista.
Conforme o material, Vorcaro e Miranda teriam atuado para levantar informações pessoais sobre a colunista. Em um trecho, Miranda afirma que iria “revirar a vida dela” em busca de elementos que pudessem ser usados contra ela. As apurações teriam incluído consultas a dados como processos antigos, histórico financeiro e multas de trânsito. Após as tentativas, um dos envolvidos concluiu que “não há absolutamente nada” relevante contra a jornalista.
Os registros situam as preocupações dentro do escopo das apurações sobre o Banco Master, destacando uma tensão entre interesses de atores do meio financeiro e o trabalho de jornalismo investigativo. Mesmo que as mensagens não configurem uma ameaça direta, indicam intenções de influenciar a linha das reportagens e de buscar elementos que possam fragilizar a credibilidade da profissional.
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