Desde 1986, as campeãs da Copa do Mundo costumam chegar ao mata-mata liderando o grupo. Um levantamento do Bahia Notícias aponta esse traço em dez edições, de Argentina 1986 até Argentina 2022, com as seguintes vencedoras mantendo a liderança na fase de grupos: Argentina (1986), Alemanha Ocidental (1990), Brasil (1994 e 2002), França (1998 e 2018), Itália (2006), Espanha (2010) e Argentina (2022).
Antes de 1986, houve exceções que quebraram o padrão. A Itália de 1982 foi campeã mesmo terminando a primeira fase em segundo lugar, com três empates. A Argentina de 1978 e a Alemanha Ocidental de 1974 também não lideraram suas chaves na fase inicial, mas conseguiram avançar e conquistar o título.
No cenário recente, o roteiro costuma se confirmar, mas há casos de recuperação. Em 2010, a Espanha perdeu na estreia para a Suíça, venceu Honduras e Chile na sequência e terminou na liderança do Grupo H, antes de brilhar no mata-mata. Em 2022, a Argentina levou um golpe na primeira rodada ao perder para a Arábia Saudita, mas fechou o Grupo C na liderança e seguiu firme rumo ao título.
Entre as campanhas que seguiram o caminho do grupo ao título, destacam-se: Brasil (1994) — terminou o Grupo B vencendo Rússia e Camarões e empatando com a Suécia, e, no mata-mata, superou EUA, Holanda e Suécia, até vencer a Itália nos pênaltis. Brasil (2002) — o Grupo C teve 100% de aproveitamento, com vitórias sobre Bélgica, Inglaterra e Turquia, antes de eliminar Alemanha, Inglaterra e Turquia até sagrar-se tetracampeão.
França também repetiu esse roteiro em duas ocasiões. Em 1998, liderou o Grupo C com vitórias sobre África do Sul, Arábia Saudita e Dinamarca; em 2018, repetiu o feito ao terminar na liderança do Grupo C, com triunfos sobre Austrália e Peru e empate com a Dinamarca, seguindo firme no caminho rumo ao título. A Alemanha manteve a linha em 1990 (Grupo D) e 2014 (Grupo G), confirmando a força do grupo como parte essencial da trajetória vitoriosa, até as fases decisivas.
Outras federações também reforçam o padrão: Itália (2006) encerrou o Grupo E na ponta — vitórias sobre Gana e República Tcheca, mais empate com os Estados Unidos —, avançou e derrubou adversários como Austrália, Ucrânia, Alemanha e, na decisão, França nos penaltis; Espanha (2010) já mostrava o peso do título ao liderar o Grupo H após a derrota inicial; e, em 2014, a Alemanha confirmou o ciclo ao vencer Portugal e EUA no grupo, superar Argélia, França, Brasil e Argentina no mata-mata até erguer a taça.
E você, como interpreta esse padrão? Acredita que liderar o grupo aumenta realmente as chances de levantar o troféu, ou há outras trajetórias que também costumam terminar em título? Compartilhe sua leitura nos comentários e participe da conversa sobre o peso da fase de grupos na disputa pela Copa do Mundo.
