A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a liberação de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares, sem a identificação dos responsáveis pelas indicações dos recursos. A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação de partidos políticos. O esquema, que resultou na liberação das verbas sem a devida transparência, está sendo questionado tanto por partidos de direita, como o Novo, quanto por partidos de esquerda, como o PSOL.
As emendas foram liberadas através de líderes partidários, indicadas como se fossem provenientes de comissões da Câmara dos Deputados. Isso vai contra os princípios de transparência no uso de dinheiro público, sendo considerado uma manobra política que beneficiou diversos parlamentares. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), é apontado como o responsável pela arquitetura do esquema. Cerca de R$ 500 milhões em emendas foram destinados a Alagoas, estado do deputado, que é cogitado como candidato ao Senado nas eleições de 2026.

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