O corte ucraniano de gás russo já está afetando o Leste Europeu. A decisão da Ucrânia de interromper o fluxo de gás russo que passava por seu território para chegar à Europa entrou em vigor nesta quarta-feira (1/01) e já está impactando países da região.
Apesar dos esforços da Europa para reduzir a dependência do gás russo desde a intervenção de Putin na Ucrânia em fevereiro de 2022, alguns países do Leste Europeu ainda contam com a Rússia para suprir suas necessidades energéticas. Na Moldávia, por exemplo, o país declarou estado de emergência após ficar sem aquecimento e água quente devido à decisão ucraniana.
Enquanto isso, a Eslováquia critica a medida tomada pelo presidente ucraniano Volodimir Zelenski e ameaça Kiev com retaliações. Por outro lado, o ministro ucraniano de Energia, German Galushchenko, considera o fim do fluxo de gás russo um evento histórico que privará Moscou de uma importante fonte de recursos financeiros.
Zelenski, em uma publicação nas redes sociais, destacou que a data marca uma das maiores derrotas de Putin desde o início da guerra. A Polônia, por sua vez, que não importa gás da Rússia, saudou a decisão como uma vitória em meio a outras questões geopolíticas.
Sob um acordo assinado em 2019, a Ucrânia permitia o transporte de gás russo para a Europa, mas decidiu não renovar o contrato a partir de 2025. Antes da guerra, o gás russo representava 40% das importações de recursos energéticos da Europa, mas essa fatia caiu para menos de 10% em 2023.
A situação é mais crítica na Moldávia, que já havia decretado estado de emergência com antecedência devido ao corte de gás. No sábado, a empresa russa Gazprom também interrompeu a distribuição de gás para o país devido a uma disputa sobre pagamentos.
