HÁ VINTE ANOS – A última palavra é dele, e não poderia ser diferente

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Lula exerce uma liderança inquestionável. Suas decisões ecoam como lei, sem espaço para questionamentos. A iminente reforma ministerial, planejada em sigilo, reflete esse domínio absoluto.

Como abordar um tema oculto, concebido exclusivamente na mente do presidente? Um assunto tão sigiloso que nem os próprios ministros José Dirceu, Antonio Palocci ou Aldo Rebelo possuem conhecimento prévio do que Lula está prestes a revelar. Adivinhar é o máximo que conseguem, com a incerteza pairando sobre suas suposições.

Lula faz valer o direito de deliberar unilateralmente em questões cruciais de governo – uma prerrogativa respeitável, embora sujeita a interpretações controversas. Os resultados destacam-se sobre o método adotado.

Desde o início de seu mandato, Lula adota essa postura. Ministros proeminentes já foram pegos de surpresa por suas resoluções, indo de encontro às suas expectativas.

Lula consulta uma gama de opiniões antes de decidir, mas, em última instância, a palavra final é sempre dele. O líder ouve quem considera pertinente, até o momento de deliberar, de forma soberana.

O presidente não se limita a seguir apenas seus interesses pessoais. Já tomou medidas contrárias às suas preferências, convencido de sua necessidade. Para o bem ou para o mal, decide e determina, sendo acatado sem questionamentos.

Essa é a essência da autossuficiência do poder.

(Artigo originalmente publicado em 2 de março de 2005)

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