EUA anunciam tarifa de até 3.500% para painéis solares asiáticos

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Os Estados Unidos anunciaram uma decisão marcante relacionada ao comércio de painéis solares do Sudeste Asiático. O Departamento de Comércio americano pretende aplicar tarifas que variam de 170% a impressionantes 3500% sobre a importação desses painéis procedentes de países como Camboja, Tailândia, Malásia e Vietnã.

A justificativa para essa medida está ligada à suspeita de que empresas chinesas estariam se beneficiando de subsídios ilegais e praticando dumping nos EUA por meio da produção desses painéis em países vizinhos. Fabricantes americanos como Hanwha Qcells e First Solar demandaram essa investigação para proteger seus interesses contra o que alegam ser práticas injustas de comércio.

A investigação, que teve início no ano anterior, está prestes a ser concluída. A Comissão de Comércio Internacional dos EUA tomará uma decisão definitiva sobre as novas taxas em 2 de junho. Dependendo do grau de cooperação das empresas com a investigação, as tarifas impostas variarão, sendo o Camboja o país com maior alíquota, podendo chegar a 3500%. Para Tailândia, Malásia e Vietnã, as taxas podem chegar a 800%, 542% e 170%, respectivamente.

Em 2023, os EUA importaram cerca de US$ 12 bilhões em equipamentos solares desses quatro países. As novas tarifas se somarão a outras previamente estabelecidas pelo ex-presidente Donald Trump, refletindo uma postura mais protecionista em relação à indústria solar.

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