Resumo: o governo Lula atua para conter a influência da família Bolsonaro na relação com os Estados Unidos, mantendo canal aberto com Trump e buscando evitar que a turbulência interna prejudique a cooperação. O caso de Eduardo Bolsonaro e as falas vindas de Washington aparecem como peças de um jogo estratégico entre as duas capitais.
O Palácio sustenta que o contato direto entre Lula e Trump foi essencial para deter ataques da ala ultradireita dos EUA contra o Brasil, e acrescenta que, mesmo com a condenação de Eduardo Bolsonaro, a relação com a gestão norte-americana continua vital para reduzir o espaço dos bolsonaristas junto ao governo americano.
“Toda vez que um Bolsonaro se aproxima da Casa Branca, algo de ruim para o Brasil acontece. Isso aconteceu no ano passado, e não podemos esquecer as lições que tiramos disso”, afirmou um interlocutor de Lula na área internacional.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação, ligado a uma tentativa de influenciar o julgamento da condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe. Enquanto isso, Trump elevou o tom em entrevista ao Axios, sugerindo que Lula é “muito volátil” e que não se importaria com a política brasileira.
Em meio a esse cenário, Trump confundiu Eduardo com Flávio Bolsonaro em falas após a reunião do G7, insinuando fraudes eleitorais. Lula rebateu que o presidente americano não tem o direito de interferir nas eleições brasileiras, independentemente de preferências eleitorais. Assessores de Lula constroem a leitura de que a relação com Washington funciona como um “jogo de xadrez”: cada movimento precisa ser avaliado com cuidado para não alimentar atritos desnecessários.
No plano estratégico, o governo continua atuando para reduzir o espaço de atuação dos bolsonaristas na relação com os EUA, fortalecendo o contato com a gestão Trump e monitorando sinais que possam afetar o Brasil. A leitura é de que, sem coordenação, episódios adicionais podem surgir conforme o cenário político interno evolui.
E você, como vê a relação Brasil–EUA neste momento? Acredita que a influência da família Bolsonaro pode atrapalhar ou fortalecer a atuação do governo brasileiro junto a Washington? Compartilhe sua opinião nos comentários.



