CNJ determina que TJ-BA permita peticionamento eletrônico sem advogado em Juizados Especiais

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em uma reviravolta significativa no acesso à justiça na Bahia, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, em 16 de maio de 2025, que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deve permitir o peticionamento eletrônico diretamente pelos cidadãos nos Juizados Especiais Cíveis. Essa medida, válida para causas de até 20 salários-mínimos, representa um enorme avanço na simplificação do sistema judicial.

A decisão surgiu a partir de um Pedido de Providências feito por Kauê Nascimento Pedroso, que questionou a obrigação de ter um advogado para protocolar ações no sistema Projudi. Este entrave dificultava o acesso dos cidadãos ao judiciário, especialmente em casos menores, onde a presença de um advogado não é exigida por lei.

O relator do caso, conselheiro Pablo Coutinho Barreto, ressaltou que a Lei nº 9.099/1995 já isenta a necessidade de advogado em causas de menor valor, facilitando a agilidade dos processos. Apesar disso, o TJ-BA mantinha uma exigência que obrigava os cidadãos a se dirigirem ao Serviço de Atendimento Judiciário (SAJ) para protocolar suas ações, uma política que buscava evitar erros processuais.

No entanto, o CNJ argumentou que essa necessidade de atendimento presencial fere os princípios de informalidade e liberdade de acesso à Justiça. O relator declarou que permitir a protocolização direta por meio de certificado digital seria um passo importante na modernização do sistema e no atendimento às demandas da era tecnológica. A jurisprudência já reforça que, quando a lei permite o ingresso de ações sem advogado, não se pode barrar o uso de ferramentas eletrônicas.

De forma unânime, o CNJ determinou que o TJ-BA implemente as mudanças necessárias para viabilizar esse novo formato de peticionamento, garantindo, no entanto, que os serviços presenciais permaneçam disponíveis para aqueles que preferirem. O tribunal terá um prazo de seis meses para se adaptar, um tempo maior que os 120 dias inicialmente propostos, levando em consideração os ajustes técnicos necessários.

O que você pensa sobre essa mudança? Acredita que o acesso à Justiça se tornará mais fácil para os cidadãos? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Após reconciliação com DJ Ivis, Pâmella Holanda anuncia nova gravidez

Resumo: A influenciadora Pamella Holanda anunciou a segunda gravidez do DJ Ivis, em meio a rumores sobre uma reconciliação e ao desfecho de...

Em julgamento, filha de Maradona acusa médicos de manipulação

Resumo rápido: em julgamento sobre a morte de Diego Maradona, Gianinna Maradona denuncia manipulação da equipe médica que cuidava do pai, enquanto sete...

Mulher fica em estado grave após ser vítima de bala perdida em saída de festa em Salvador

Resumo: Uma mulher de 32 anos está em estado grave na UTI do Hospital do Subúrio, em Salvador, após levar um tiro de...