Almir Garnier nega que tenha colocado as tropas à disposição de Bolsonaro em depoimento no STF

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No coração da análise do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-comandante da Marinha, brigadeiro Almir Garnier Santos, esteve sob os holofotes, desvendando sua versão dos eventos relacionados à Ação Penal (AP) 2668. Este processo investiga a tentativa de golpe de Estado que agitou o Brasil entre 2022 e 2023, chegando a seu auge com o depoimento de Garnier na manhã de terça-feira (10).

Durante seu depoimento, Garnier afirmou ter participado de uma reunião notável no Palácio da Alvorada, ocorrida em 7 de dezembro de 2022. Nesse encontro, discutiram-se medidas de “garantia da lei e da ordem”, numa tentativa de abordar a crescente insatisfação popular, especialmente em frente aos quartéis do Exército. O brigadeiro destacou a preocupação compartilhada entre o então presidente Jair Bolsonaro e os militares diante das manifestações que tomavam conta do país.

O ex-comandante detalhou que a reunião tinha um foco claro: avaliar a situação de segurança pública. Contudo, foi enfático ao esclarecer que nenhuma decisão formal foi tomada ali. Os tópicos abordados foram apresentados como uma análise preliminar, uma simples discussão sobre possíveis ações futuras, sem uma deliberação concreta.

Questionado sobre a existência de uma minuta ou documento que formalizasse as propostas deliberadas, Garnier negou qualquer acesso a esse tipo de material, descrevendo que as informações foram apresentadas em um telão. “Não vi minuta, ministro. Apenas uma apresentação na tela do computador”, explicou, sublinhando a distinção entre uma apresentação visual e a entrega de documentos oficiais.

O brigadeiro também ressaltou que o ambiente do encontro não favoreceu sugestões ou debates. As preocupações de Bolsonaro foram apresentadas sem abertura para discussões. “Não houve deliberações, o presidente não abriu a palavra para nós”, reafirmou, detalhando que o que estava em jogo eram apenas reflexões sobre a situação, sem uma orientação clara para ações futuras.

Por fim, Garnier negou veementemente que tivesse colocado as tropas sob seu comando à disposição de Bolsonaro para qualquer ruptura democrática. “Eu nunca disponibilizei tropas para ações dessa natureza”, declarou, deixando claro sua posição. Quando questionado sobre ordens que poderiam ter sido dadas para direcionar os manifestantes aos quartéis em 8 de janeiro, ele negou qualquer conhecimento sobre o assunto.

Tudo isso se desenrola em um contexto denso e repleto de nuances, convidando cada um de nós a refletir sobre os riscos da democracia e as responsabilidades dos líderes. O que você pensa sobre as afirmações de Garnier? Deixe seu comentário e compartilhe suas impressões!

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