Ney Matogrosso se prepara para uma conmovedora homenagem a Cazuza, relembrando os 35 anos de sua partida. Nesta segunda-feira (7/7), o cantor realizará um pocket show na exposição “Cazuza Exagerado”, no Rio de Janeiro, celebrando não apenas a vida, mas também a carreira desse ícone da música brasileira.
“Ney é uma pessoa incrível, verdadeiramente especial. Ele vai interpretar três músicas durante a exposição”, compartilhou Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, com entusiasmo.

Uma das canções que Ney apresentará será “Poema”, dedicatória de Cazuza à sua avó paterna. Lucinha contou que a música surgiu de uma demanda especial: “Cazuza havia feito um poema para minha mãe, gravado em sua sepultura em Vassoura, mas a avó paterna se sentia deixada de lado. Ele, sempre o queridinho das avós, decidiu fazer algo especial para ela também.”
Ney recorda que, ao receber a letra, logo pediu ao Frejat que musicasse. “Até hoje, é a música mais pedida nos meus shows”, completa Lucinha.
Sutilmente, Ney também usou suas redes sociais para relembrar a data triste, compartilhando uma foto ao lado de Cazuza, um gesto que retrata um amor que transcende os tempos.

O relacionamento de Ney e Cazuza: uma história intensa
O romance entre Ney Matogrosso e Cazuza floresceu no fim dos anos 1970. Eles se conheceram em 1979, numa época em que Cazuza, apenas 17 anos, já admirava Ney, um ícone consagrado da música brasileira.
Embora o relacionamento tenha durado apenas três meses, deixou marcas profundas. Ney recorda com calor: “Fui completamente apaixonado, mas conviver com os dois Cazuzas era desafiador. O Cazuza público era explosivo, enquanto o Cazuza íntimo era encantador.”
Mas como toda história intensa, a relação teve seus altos e baixos. Em um momento turbulento, Ney relembra de uma briga onde Cazuza, em estado lamentável, cuspiu nele, resultando em um rompimento explosivo. “Entretanto, o amor permaneceu, mesmo sem a chama física,” conta Ney, que prosseguiu amigo de Cazuza por mais de uma década.
Até os últimos dias de Cazuza, Ney não se afastou. “Mesmo quando ele estava muito doente, eu ia à casa dele só para fazer massagem nos pés,” relata, demonstrando que a amizade deles resistiu até mesmo à dor da perda.
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