Na ONU, presidente da Autoridade Palestina rejeita participação do Hamas na futura governança do Estado

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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, fez uma declaração contundente na Assembleia Geral da ONU, reafirmando que o Hamas não terá nenhum papel no futuro do governo palestino. A declaração ocorreu durante uma mensagem de vídeo transmitida na quinta-feira, 25 de setembro.

Abbas condenou o ataque do Hamas a Israel, que aconteceu em 7 de outubro de 2023, dizendo que tal ação não representa o povo palestino ou sua luta por liberdade e independência. “Apesar de tudo o que nosso povo sofreu, repudiamos a ação do Hamas, que teve como alvo civis israelenses”, afirmou o líder palestino.

Ele também fez um apelo para que o Hamas e outras facções entregassem suas armas à Autoridade Nacional Palestina. O discurso de Abbas ocorreu em um momento crítico, pois a situação no Oriente Médio continua tensa, com os Estados Unidos buscando maneiras de evitar uma possível anexação israelense na Cisjordânia.

Abbas, que tem 89 anos, falou virtualmente devido a restrições que o impediram de viajar para Nova York. Este discurso acontece pouco após uma cúpula liderada pela França, onde diversas nações ocidentais reconheceram o Estado palestino.

Enquanto isso, o governo do presidente Donald Trump se opôs fortemente à ideia de um Estado palestino, restringindo a viagem de Abbas e de seus conselheiros ao encontro anual na ONU. Apesar dessas barreiras, a Assembleia Geral permitiu que ele se dirigisse aos líderes mundiais por meio do seu vídeo.

A situação complica ainda mais com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarando que não permitirá um Estado palestino, enquanto membros de sua equipe ameaçam anexar a Cisjordânia. Em contrapartida, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que Trump também se opõe à anexação.

O emissário de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, revelou um plano de 21 pontos para acabar com a guerra em Gaza, que inclui propostas de desarmamento do Hamas e a criação de uma força internacional de estabilização.

Abbas, por sua vez, tem enfrentado críticas por sua liderança, mas a França e outras potências europeias reconheceram que reformas são necessárias na Autoridade Palestina, que já tem um controle limitado sobre partes da Cisjordânia. O Hamas controla a Faixa de Gaza e foi responsabilizado pelos recentes ataques, que resultaram na morte de muitos civis, tanto israelenses quanto palestinos.

Enquanto a situação continua a evoluir, a Assembleia Geral da ONU se prepara para a intervenção de Netanyahu, que terá seu discurso na sexta-feira.

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