EUA: presidente da Shell diz que governo Trump prejudica investimentos

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A presidente da Shell nos Estados Unidos, Colette Hirstius, afirmou que a decisão do governo de Donald Trump de interromper projetos de energia eólica offshore prejudica significativamente os investimentos e a economia do país. Em entrevista ao Financial Times, publicada no último domingo, Hirstius destacou a importância de regras mais claras e previsíveis para o setor.

Ela enfatizou que projetos de energia limpa que já possuem licenças deveriam seguir adiante. “A incerteza no ambiente regulatório é muito prejudicial. Por mais que o pêndulo balance para um lado, é provável que ele também balance para o outro lado depois”, disse Hirstius, referindo-se às ordens do governo que suspendem o trabalho em parques eólicos offshore.

Hirstius expressou seu desejo de ver a continuidade dos projetos autorizados, mencionando a situação no Golfo da América. “Essa incerteza de licenciamento tem minado as licenças que temos no passado, o que é igualmente prejudicial”, completou.

“A incerteza no ambiente regulatório é muito prejudicial. Por mais que o pêndulo balance para um lado, é provável que ele também balance para o outro lado depois.”

Um parque eólico offshore utiliza turbinas instaladas em alto-mar para gerar eletricidade com a força do vento. Essa energia, considerada renovável e limpa, é então transportada por cabos submarinos até a costa, onde se conecta à rede elétrica.

Restrições enfrentadas pela Shell

Colette tomou posse como presidente da Shell nos EUA em agosto deste ano, além de ser vice-presidente executiva do Golfo da América, que responde por cerca de 15% da produção de petróleo do país. Recentemente, Trump renomeou o Golfo do México para Golfo da América, o que fez várias empresas do setor adotarem essa mudança.

Sob sua liderança, Colette enfrenta restrições impostas ainda no governo do ex-presidente Joe Biden sobre vendas de concessões offshore. “Previsibilidade sobre vendas de concessões e licenciamento são essenciais para gerar confiança na área”, afirmou.

Compromisso da Shell com o futuro

Com quase 80 anos de presença na região, a Shell é a maior produtora de petróleo no Golfo, operando 11 instalações offshore e empregando mais de 11 mil pessoas nos EUA. Apesar da pressão do governo, Hirstius garantiu que a empresa não recuará de seus planos de negócios. 

“A cultura de diversidade e inclusão está presente em cada aspecto da Shell. Buscamos desbloquear novas oportunidades de negócios, e não pretendemos nos afastar disso”, concluiu.

E você, o que acha sobre as decisões do governo relacionadas à energia eólica? Sua opinião é sempre bem-vinda nos comentários!

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