O policial militar Vinicius de Lima Britto foi condenado a dois anos, um mês e 27 dias de detenção em regime semiaberto. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9), após ele ter sido acusado de matar Gabriel Renan da Silva Soares, de 26 anos. O incidente ocorreu no bairro Jardim Prudência, zona sul de São Paulo, em 3 de novembro de 2024. Durante o ocorrido, Gabriel foi flagrado roubando sacos de sabão em um mercado.
Britto, que estava de folga no dia do crime, atirou em Gabriel pelo menos 11 vezes pelas costas enquanto o homem tentava fugir. A juíza Viviane de Carvalho Singulane considerou o crime como homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, o que levou à desclassificação da acusação inicial de homicídio doloso, que implicava intenção.
Além da condenação, a juíza determinou que Britto perca seu cargo na Polícia Militar e estabeleceu uma indenização de R$ 100 mil para a família da vítima. A decisão também incluiu a revogação da prisão preventiva do policial, considerando a sua nova situação de pena em regime semiaberto.
Entenda o caso
No dia do crime, após ser flagrado furtando, Gabriel escorregou ao sair do mercado e foi baleado por Britto. Em depoimento, o policial alegou que agiu em legítima defesa, mas essa justificativa foi contestada pelos familiares de Gabriel. O Ministério Público havia solicitado a prisão de Britto, destacando um histórico de condutas violentas e envolvimentos anteriores em casos de mortes.
Vinicius Lima Britto foi preso no dia 6 de dezembro e, após a audiência de custódia, foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde permaneceu até o julgamento desta quinta.
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