A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, abrindo nova etapa de apurações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligado ao Banco Master. Entre os alvos está o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e membros do grupo que controla a instituição.
A ação envolve 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal e abrangem os estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. A decisão também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
Entre os alvos estão o primo de Vorcaro, Daniel Vorcaro, e Felipe Cançado Vorcaro, descrito como operador financeiro do grupo. Felipe seria responsável pela execução de movimentações financeiras e societárias do esquema.
Segundo a decisão, Felipe teria firmado uma parceria com pagamentos mensais a Ciro Nogueira. Inicialmente, os pagamentos seriam de R$ 300 mil, com indícios de elevação para cerca de R$ 500 mil.
Outros investigados incluem Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira, Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho e as empresas Green Investimentos e Green Energia Fundo de Investimentos. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária, com as ordens autorizadas pelo STF e execution nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
A PF afirma que a nova etapa visa aprofundar as investigações sobre fraudes financeiras e movimentações ilícitas associadas ao esquema. Na defesa, a família Ciro Nogueira negou irregularidades em sua atuação parlamentar e disse estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos; os advogados criticaram as medidas, alegando base em mensagens de terceiros. A defesa de Felipe Cançado Vorcaro não foi localizada pela reportagem.
O caso está ligado ao chamado Caso Master, que envolve a liquidação de instituições do conglomerado Master em 2025, após crise de liquidez. O Banco Central decretou a liquidação de várias entidades, em meio a denúncias de fraudes e movimentações ilícitas no conjunto do sistema financeiro, com a operação Compliance Zero surgindo como ferramenta de combate.
A PF avalia que a nova etapa reforça as investigações sobre fraudes financeiras e movimentações suspeitas. Enquanto a defesa de alguns investigados não se manifestou, as autoridades continuam reunindo provas para esclarecer os fatos e avançar nas apurações.
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