Neste domingo (30), o espaço aéreo da Venezuela permaneceu vazio de voos civis, conforme o FlightRadar. A ausência total de aeronaves ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o fechamento completo do espaço aéreo “acima e ao redor da Venezuela” no dia anterior.
Um perfil especializado em aviação no X publicou um mapa de monitoramento global de voos, destacando que, às 5h da manhã, não havia aviões civis com transponder em operação sobre a Venezuela. Trump havia ordenado o fechamento total, reforçando as duas NOTAMs emitidas pela FAA na semana passada. Em Porto Rico, a atividade aérea e naval aumentou nos últimos dias.
A decisão de Trump recebeu uma resposta imediata de Caracas. No sábado (29), o governo venezuelano, por meio do chanceler Yván Gil Pinto, classificou a ordem dos Estados Unidos como uma “ameaça colonialista” e um “ato hostil, unilateral e arbitrário”.
O comunicado do governo afirma que a Venezuela condena essa postura, considerando-a uma agressão ilegal que afeta a soberania do país.
O texto também critica Washington por tentar aplicar uma jurisdição ilegítima sobre o espaço aéreo venezuelano, comprometendo a soberania, a integridade territorial e a segurança aeronáutica do país.
A chancelaria argumenta que a declaração de Trump viola princípios do Direito Internacional e configura uma ameaça de uso da força, contradizendo o Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas. O governo destaca que essa medida infringe o Artigo 1º da carta, que fala sobre manutenção da paz e segurança internacionais.
Além disso, eles afirmam que levarão o caso ao conhecimento da comunidade internacional, denunciando a orientação dos EUA como parte de uma “política permanente de agressão” contra a Venezuela.
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