Em 2 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir a possibilidade de revogar a Lei Magnitsky, aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a mulher dele, Viviane Barci.
A conversa, que durou cerca de 40 minutos, tratou também da cooperação com o objetivo de enfrentar organizações criminosas brasileiras que atuam nos Estados Unidos. No contexto das negociações, Lula mencionou as tarifas norte-americanas de 40% sobre manufaturados brasileiros e pediu a retirada das sanções da Magnitsky contra Moraes e Barci.
Dias depois, interlocutores informaram que a Casa Branca comunicou ao Planalto que o pedido seria atendido nos próximos dias. A oficialização foi vista como vitória do Palácio do Planalto, que pressiona para remover sanções impostas pelos EUA desde o encontro de Lula com Trump na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
Na sequência, o governo norte-americano anunciou que Moraes e Viviane Barci foram retirados da lista de sancionados. A decisão ocorre em meio a uma agenda de cooperação para combater crimes transnacionais e facilitar o comércio entre Brasil e EUA.
O episódio mostra a continuidade do esforço brasileiro para reconduzir as relações com Washington, com Lula buscando reduzir entraves a parcerias estratégicas. Comente abaixo: você acredita que a retirada das sanções pode impactar a cooperação bilateral e o ambiente de negócios entre Brasil e Estados Unidos?
