Resumo: a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, adotou um tom conciliador ao defender diálogo e cooperação com os Estados Unidos, em declaração feita neste domingo (4/1). A fala ocorreu um dia após ataques dos EUA que resultaram na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Até então, Rodríguez vinha adotando um discurso firme contra intervenções externas, dizendo que a Venezuela não se renderia e defenderia a soberania e os recursos naturais.
A prioridade do governo venezuelano, segundo Rodríguez, é avançar para uma convivência duradoura entre os povos, com respeito e cooperação internacional. Ela estendeu um convite formal ao governo dos EUA para construir, juntos, uma agenda de desenvolvimento compartilhado, “no marco da legalidade internacional” e voltada a uma convivência duradoura entre os povos. Acreditamos que a paz global se constrói garantindo primeiro a paz de cada nação, afirmou.
Ao presidente Donald Trump, Rodríguez disse que a região merece paz e diálogo, não guerra. Ela destacou que esse sempre foi o posicionamento do presidente Nicolás Maduro e que permanece sendo o da Venezuela neste momento, reforçando o direito do país à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro.
A chefe de Estado interina mencionou ainda a ameaça de Trump, que disse que a região enfrentaria um preço alto se não cooperasse com os planos dos EUA. O presidente norte?americano indicou que forças dos EUA poderiam agir em uma nova etapa na Venezuela, com planos de governar o país durante uma transição e intervir no setor petrolífero, caso necessário.
Sobre a operação militar, a Venezuela afirma que a ofensiva dos EUA teve como alvo a estrutura do regime chavista, resultando na captura de Maduro e na sua transferência para o território dos Estados Unidos, onde deve responder a acusações. A contagem de mortos varia entre fontes, com o The New York Times mencionando 80 já, após uma estimativa anterior de 40, e um alto funcionário venezuelano relatando que grande parte da equipe de segurança de Maduro foi eliminada. Maduro e Cilia Flores chegaram a Nova York, desembarcando no Aeroporto Stewart, onde devem permanecer sob custódia.
Os desdobramentos mantêm a Venezuela em meio a incertezas sobre o futuro da região. O governo venezuelano reiterou a defesa da soberania, do desenvolvimento e de um projeto comum que una os cidadãos em torno de uma visão de paz e prosperidade. A situação pode evoluir conforme novas informações surgirem.
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