O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias de Carvalho, concedeu entrevista ao Metrópoles para falar sobre o orçamento de 2026 e os principais desafios da gestão fiscal na cidade. A conversa aborda a execução orçamentária, concursos públicos e as medidas para manter o equilíbrio das contas públicas.
Daniel Izaias garante que não haverá aumento de impostos em 2026 e descarta risco aos aposentados e pensionistas, mesmo com o déficit previsto de cerca de R$ 2 bilhões na previdência. Segundo ele, o problema é nacional e exige reforma de âmbito federal; no Distrito Federal, desde 2021, há mais servidores inativos que ativos.
Sobre o Banco BRB, o secretário diz que ainda é prematuro falar em aporte do GDF. O governo, no entanto, tem capacidade de enviar recursos, se necessário, mas tudo depende de avaliação cuidadosa e de ajustes com os órgãos de controle para evitar distorções.
Em relação ao caso envolvendo o BRB e o Master, a auditoria interna apura o prejuízo relativo à compra de carteiras de crédito suspeitas de fraude, com investigações da Polícia Federal e do Banco Central em curso. O tema é tratado com cautela pela equipe econômica, que reforça a necessidade de dados confiáveis antes de qualquer posição oficial.
O governador Ibaneis Rocha publicou recentemente um decreto de programação financeira para orientar gastos com base na disponibilidade de recursos, alinhando a execução com o orçamento autorizado. O objetivo é evitar descompasso entre a autorização de despesas e a entrada de receitas nos cofres públicos.
Quanto aos concursos, o DF opera com um sistema de solicitações e avaliação de disponibilidade orçamentária. Atualmente, o concurso para professores já está autorizado, resultado de um acordo homologado na Justiça, e há avanços em um concurso de auditor tributário, que depende de novas demandas a serem analisadas pela Secretaria de Economia.
Sobre a possibilidade de aumento de encargos, o secretário afirma que não há previsão de alta de tributos neste ano e que qualquer mudança deve obedecer a prazos legais — pelo menos 90 dias para alterações em tributos e vigência de um ano para alterações de alíquotas.
No que diz respeito ao Iprev-DF, o órgão apontou a necessidade de um aporte de cerca de R$ 2 bilhões para sustentar a previdência. A Secretaria de Economia esclarece que os sistemas de previdência no Brasil operam com equilíbrio parcial entre ativos e inativos e que o Tesouro costuma complementar os pagamentos. O DF, desde 2021, tem mais inativos que ativos, mas seus déficits, segundo o governo, são menores do que os de muitos estados, o que exige reformas nacionais para reduzir o desequilíbrio a longo prazo.
Sobre o BRB, o DF continua sendo o principal acionista, e qualquer aporte depende de dados claros e de uma avaliação conjunta com as instituições fiscalizadoras. A administração destaca a importância de não alimentar especulações e de manter a credibilidade do BRB, que financia projetos regionais e paga salários de servidores.
Por fim, o governo afirma estar pronto para enfrentar qualquer reestruturação de capital necessária, desde que exista informação confiável apresentada pelos órgãos de controle. A gestão do DF ressalta a necessidade de responsabilidade e transparência na comunicação sobre a saúde financeira da região, para não prejudicar clientes, servidores e projetos locais.
E você, qual é a sua leitura sobre os próximos passos do orçamento do DF? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre políticas públicas, disputas institucionais e o equilíbrio entre contas, serviços e investimentos na região.




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