Uma mulher identificada como Brígida Rachid José Pedro foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por desviar cerca de R$ 12 milhões de quatro irmandades católicas ao longo de 10 anos, em um esquema de drenagem patrimonial. Ela foi afastada do cargo de administradora e responderá pelos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
A denúncia aponta que Brígida explorou a confiança das entidades e utilizou empresas de fachada para ocultar o saque de recursos. As vítimas são a Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz, o Patrimônio da Caridade da Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz, a Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte e a Caixa de Caridade da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte.
O canal para o desvio foi a empresa Support Serviços Empresariais, criada pela acusada em 2011. A firma, com capital social de apenas R$ 2 mil, não possuía registros de funcionários, mas movimentava milhões de reais anualmente. A denúncia sustenta que a Support era uma fachada criada para transferir recursos das irmandades para o patrimônio de Brígida, ocultando a origem ilícita dos valores.
“Assim, desde sua criação e até pelo menos o ano de 2024, a Support foi uma empresa de fachada, desprovida de capacidade operacional, criada exclusivamente para permitir a transferência ilícita de recursos das irmandades para o patrimô- nio da denunciada, ocultando a origem ilícita dos valores”, conclui a denúncia.
Ainda segundo a ação penal, os valores entravam na conta da Support e eram posteriormente repassados a Brígida, que utilizava estratégias para ocultar e dissimular a origem dos recursos desviados. Além das provas materiais, a investigação reuniu robusta prova testemunhal para corroborar os fatos apurados.
Ao receber a denúncia, o Juízo da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa determinou o afastamento da acusada da gestão das irmandades, a nomeação de um interventor indicado pela Mitra Arquiepiscopal e a proibição de acesso às sedes, documentos, contas bancárias ou qualquer estrutura ligada às instituições, bem como a seus funcionários.
Este caso evidencia como recursos destinados a cidades podem ser desviados para fins pessoais, impactando moradores e fiéis das instituições religiosas. A apuração segue para esclarecer o desvio e responsabilizar os envolvidos.
E você, o que pensa sobre esse tipo de caso e sobre as medidas que devem ser adotadas para proteger entidades religiosas e as finanças públicas locais? Deixe sua opinião nos comentários.

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