A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27/1), a Operação Nêmesis para investigar a extração clandestina de manganês e a exportação irregular do minério a partir do sudeste do Pará, com ações de busca e apreensão em várias localidades.
As apurações indicam que o manganês retirado da zona rural de Marabá era enviado ao mercado internacional, principalmente à China, por meio de fraudes documentais que escondiam a origem do material.
Ao todo, foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva pela Justiça Federal, com cumprimentos em Belém, Parauapebas, Goiânia e Belo Horizonte, envolvendo os estados do Pará, Goiás e Minas Gerais.
Durante a operação, os policiais apreenderam um helicóptero, um veículo, joias e outros bens de alto valor, além do bloqueio de até R$ 24 milhões em contas e ativos ligados aos investigados.
A investigação aponta que o grupo atuava de forma estruturada, desde a retirada do minério em áreas sem autorização até a inserção no mercado formal, por meio de notas fiscais fraudulentas que simulavam origem legal do manganês.
A Polícia Federal identificou a participação de mineradoras, operadores logísticos e intermediários financeiros na cadeia, que mantinha o esquema para ocultar a procedência do minério e driblar a fiscalização ambiental e tributária.
A Operação Nêmesis resulta do aprofundamento de investigações iniciadas em 2024, que já haviam apontado práticas semelhantes na região, alvo das ações Dolos I e Dolos II.
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