A morte do cachorrinho Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, causou comoção nacional. O animal foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro e, após receber atendimento, precisou ser eutanizado no dia seguinte devido à gravidade dos ferimentos. A tragédia levou a Polícia Civil a abrir uma investigação sobre o caso.
A Polícia Civil de Santa Catarina já ouviu mais de 20 pessoas e analisou mais de mil horas de imagens de câmeras públicas e privadas. Até o momento, ninguém foi preso, mas a polícia indiciou os familiares dos adolescentes pelo crime de coação, enquanto as apurações seguem para esclarecer os fatos.
O pai de um dos adolescentes afirmou ao Fantástico que, se ficar comprovado o envolvimento do filho, ele deverá responder pelos atos. Mas precisa ser provado, reforçou, pois, até agora, apenas acusações haviam sido apresentadas. O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais na região.
Dois dos quatro jovens suspeitos retornaram dos Estados Unidos na quinta-feira, 29 de janeiro. Na chegada ao aeroporto, a polícia apreendeu os celulares dos jovens, que participavam de uma viagem escolar programada. A investigação segue com depoimentos e buscas por evidências, sem prisões até o momento.
No desfecho da operação deflagrada em 26 de janeiro, foram apreendidos celulares e dispositivos, e a polícia continua ouvindo testemunhas para entender como tudo aconteceu e para indicar responsabilidades proporcionais à culpabilidade de cada envolvido.
A morte de Orelha mobilizou a cidade, acendendo o debate sobre responsabilidade de adultos e jovens em atos de crueldade com animais. E você, o que pensa sobre o tema? Compartilhe sua opinião nos comentários sobre o caso e as medidas que podem prevenir situações semelhantes.
